Seleção Brasileira

Brasil vence Venezuela e conquista o 11º título do Sul-Americano Feminino Sub-20

Após uma campanha sólida, Brasil garante vaga no Mundial na Polônia

Tainá e Clarinha foram destaques na final, com gols que garantiram a vitória e o título para a Seleção Brasileira - Foto: Staff Images Woman / CBF
Tainá e Clarinha foram destaques na final, com gols que garantiram a vitória e o título para a Seleção Brasileira - Foto: Staff Images Woman / CBF

Gabriella Souza Publicado em 02/03/2026, às 11h32


A Seleção Brasileira Feminina Sub-20 reafirmou sua soberania absoluta no continente ao conquistar, neste sábado (28), o seu 11º título do Campeonato Sul-Americano da categoria. Em uma partida decidida ainda no primeiro tempo, as comandadas da técnica Camilla Orlando venceram a Venezuela por 2 a 0, no Centro de Alto Rendimento do Futebol Feminino (CARFEM), em Ypané, no Paraguai. A vitória não apenas garantiu mais um troféu para a extensa galeria da CBF, mas também carimbou o passaporte das brasileiras para o Mundial da Polônia, que será disputado em setembro deste ano, ao lado de Equador, Argentina e Colômbia.

Este título possui um sabor especial para a comandante Camilla Orlando, sendo sua primeira conquista oficial à frente da Seleção Brasileira. O Brasil entrou em campo sabendo da responsabilidade de manter a hegemonia, especialmente após os resultados da rodada que davam esperanças remotas de classificação para as venezuelanas.

Com uma postura agressiva e controle total das ações desde o apito inicial, a "Amarelinha" ditou o ritmo do jogo, mostrando que a derrota sofrida para a Argentina ainda na primeira fase foi apenas um percalço em uma trajetória de franca evolução técnica e tática.

O jogo

O placar começou a ser construído aos 18 minutos do primeiro tempo, em uma jogada que sintetizou o trabalho coletivo pedido pela treinadora. O trio de ataque funcionou em sincronia: Brendha dominou na entrada da área e, com visão de jogo, serviu Carioca pela direita; a atacante cruzou com precisão para Tainá, que apareceu em velocidade nas costas da marcação para empurrar a bola para o fundo das redes usando a barriga. Foi a primeira finalização perigosa da partida, demonstrando a eficiência letal do ataque brasileiro diante de uma defesa venezuelana que tentava se fechar.

Tainá abriu o placar para as brasileiras - Foto: Staff Images Woman / CBF
Tainá abriu o placar para as brasileiras - Foto: Staff Images Woman / CBF

Pouco antes do intervalo, a vantagem foi ampliada com um lance de rara felicidade. Clarinha iniciou a jogada passando para Brendha, que fez o pivô, driblou a marcadora e devolveu para a companheira. De fora da área, Clarinha arriscou um chute colocado que encontrou o ângulo da goleira Rebanales, marcando uma verdadeira "pintura" no Paraguai. Na segunda etapa, com o 2 a 0 no placar, o Brasil optou por administrar a posse de bola e poupar o fôlego, garantindo que a goleira Elu passasse o tempo todo sem ser incomodada pelas adversárias, selando assim a festa do título.

O placar foi ampliado por Clarinha - Foto: Staff Images Woman / CBF
O placar foi ampliado por Clarinha - Foto: Staff Images Woman / CBF

Campanha e o caminho para a Polônia

A trajetória brasileira neste Sul-Americano foi marcada por uma recuperação impressionante. Após terminar a primeira fase na segunda colocação do Grupo B, tendo perdido para a Argentina, a Seleção mostrou sua força no quadrangular final. Foram quatro vitórias em cinco jogos, incluindo uma goleada de revanche por 4 a 0 sobre as próprias argentinas, resultado que devolveu a confiança ao grupo. O único tropeço na fase decisiva foi um empate contra o Equador, seleção que terminou como vice-campeã da competição, evidenciando o equilíbrio do torneio em 2026.

Agora, o foco total se volta para o Mundial na Polônia. A comissão técnica terá cerca de seis meses para ajustar os detalhes e observar novas peças, visando quebrar o jejum de títulos mundiais na categoria de base. O desempenho no Paraguai mostrou que o Brasil continua sendo o único país a ter vencido todas as edições do Sul-Americano Feminino Sub-20, um recorde que impõe respeito às futuras adversárias europeias e asiáticas. Com Tainá, Clarinha e Brendha em grande fase, a esperança é de que o futebol brasileiro feminino chegue com força máxima para buscar o topo do mundo em setembro.