Central se aposenta após lesão persistente no joelho e recebe o Troféu Viva Vôlei em sua última partida

Gabriella Souza Publicado em 25/03/2026, às 09h36
A noite desta terça-feira (24) marcou o fim de uma das carreiras mais vitoriosas e longevas do vôlei brasileiro. Aos 44 anos, a central Carol Gattaz oficializou sua aposentadoria das quadras em uma despedida emocionante durante a vitória do Praia Clube sobre o Tijuca, pela última rodada da Superliga Feminina.
O anúncio foi antecipado devido a uma lesão persistente no joelho esquerdo (rompimento do LCA seguido de um edema ósseo), que impediu a atleta de retomar sua melhor forma física após mais de um ano de recuperação.
O ginásio do UTC, em Uberlândia, transformou-se em um palco de gratidão. Antes do apito inicial, Gattaz foi homenageada pela diretoria do Praia e recebeu um quadro estilizado com palavras que definem sua trajetória.
Sob aplausos de pé da torcida e das jogadoras de ambas as equipes, a atleta não segurou as lágrimas ao agradecer o apoio da família e dos clubes por onde passou. "A gente nunca está preparada para este momento, mas me sinto em paz", desabafou a eterna camisa 8.
Último ponto
A despedida não foi apenas protocolar. Carol Gattaz entrou no início do jogo para dar o primeiro saque da partida, sendo substituída logo em seguida sob o barulho ensurdecedor dos torcedores. A central voltou à quadra para uma última passagem pela rede e, em uma jogada ensaiada que marcou época no vôlei mundial, cravou um ponto de ataque após levantamento de Macris. Foi o desfecho perfeito para a parceria que rendeu títulos e alegrias tanto em clubes quanto na Seleção Brasileira.
Ao final do jogo, vencido pelo Praia por 3 sets a 1, Gattaz foi eleita a melhor da partida e recebeu o Troféu Viva Vôlei, um reconhecimento simbólico à sua importância para a modalidade. A fisioterapeuta Mariana Rezende, que acompanhou o doloroso processo de reabilitação da atleta desde março de 2025, entregou flores à jogadora em um dos momentos mais tocantes da noite.
Um legado de superação Natural de São José do Rio Preto, Carol Gattaz deixa o vôlei com um currículo invejável. Com passagens marcantes por Osasco e Minas, onde se tornou ídolo máximo e tetracampeã da Superliga, ela viveu seu auge tardio ao disputar sua primeira Olimpíada aos 39 anos, em Tóquio (2021). No Japão, foi peça fundamental na conquista da medalha de prata e eleita a melhor central da competição.
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