Automobilismo

FIA condena abusos virtuais a comissários após polêmica com Colapinto no GP da Holanda

Punições sob bandeira amarela no GP da Holanda geram críticas de patrocinador à FIA, que rebate onda de ataques virtuais

Franco Colapinto durante o Grande Prêmio da Holanda - Foto: Reprodução/ F1
Franco Colapinto durante o Grande Prêmio da Holanda - Foto: Reprodução/ F1

Gabrielle Reis Publicado em 26/08/2026, às 08h47


A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) rebateu as críticas feitas após o Grande Prêmio da Holanda, pelo principal patrocinador de Franco Colapinto.

O piloto argentino recebeu um drive-through e dois pontos em sua super-licença durante o GP. Segundo os comissários, Franco ultrapassou Yuki Tsunoda (Racing Bulls) sob bandeira amarela. O motivo da bandeira foi a batida de Max Verstappen (Red Bull Racing) e a perda de controle de Gabriel Bortoleto (Audi).

Depois da ultrapassagem, o piloto da Alpine recebeu mais um ponto na super-licença por não reduzir de maneira suficiente na bandeira amarela. Franco considerou essas decisões "extremamente duras" e que seria mais perigoso se ele freasse de maneira brusca para evitar a ultrapassagem sobre Tsunoda, alegando que se freasse dessa maneira, a situação poderia ser pior.

Ele não foi o único piloto a reclamar desse problema, já que o novato Arvid Lindblad (Racing Bulls) passou por uma punição de maneira semelhante, já que foi penalizado por uma situação na bandeira amarela. Após a corrida, Lindblad questionou a decisão dos comissários e afirmou que a Federação está "tentando estabelecer um precedente", ou seja, tentando criar uma referência para casos futuros.

Durante o comunicado para avisar sobre a punição, os comissários escreveram: "O carro 43 estava atrás do carro 22 ao entrar na Curva 14 e ultrapassou o carro 22 no setor de bandeira amarela dupla antes da linha no final da volta 1. Normalmente, tal infração requer uma penalidade de 10 segndos de stop-and-go, mas os comissários reconhecem as complicações causadas pela quantidade significativa de detritos na pista nesse ponto e levam isso em consideração como circunstâncias atenuantes."

O diretor de marketing do Mercado Libre (Mercado Livre da Argentina e patrocinador de Franco), Sean Summers, disse: "Os comissários da FIA estão matando a integridade da F1. Esta temporada eles estão provando ser horríveis e impactando nos resultados das corridaqs. Incompetência? Desonestidade? Ambos? Algo está seriamente errado na cultura daquela organização." 

Ente os diversos ataques, surgiu a ideia de que Franco Colapinto havia sido penalizado por conta de sua nacionalidade, já que a maioria dos pilotos são britânicos e não levam tantas punições quanto o argentino.

A Federação respondeu as críticas com um comunicado:

"Após o GP da Holanda, os comissários da FIA foram alvo de abusos online por aplicarem punições esportivas de acordo com o regulamento da FIA. A coalização United Against Online Abuse condena todas as formas de abuso e assédio. Discordar das decisões faz parte do esporte, mas isso nunca deve justificar ameaças ou ataques pessoais".

Essa coalização (Unidos Contra o Abuso Online) surgiu em 2023, após um comissário sofrer ataques depois do Grande Prêmio dos Estados Unidos. A entidade reforçou o seu pedido para que todos aqueles que fossem envolvidos com o automobilismo mantivessem uma condura respeitosa e reponsável.

A equipe Alpine declarou: "confiamos plenamente na FIA e nos comissários no que diz respeito à fiscalização dessas regras e à aplicação de penalidades esportivas durante uma corrida ao vivo. Acreditamos que as penalidades aplicadas pelas infrações à bandeira amarela durante as primeiras voltas do GP da Holanda foram de fato severas, mas reconhecemos que elas se enquadraqm na punição prevista pela letra da lei e foram aplicadas de maneira consistente a todos os competidores, sendo algo que podemos analisar e com o qual podemos aprender como equipe."