Com um total de R$ 500 milhões em bonificações, a competição promete ser mais atrativa para clubes de todas as divisões

Gabriella Souza Publicado em 06/02/2026, às 11h07
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), nesta quarta-feira (4), e revelou os detalhes financeiros para a temporada de 2026. A notícia animou os dirigentes: se um time da primeira divisão for campeão, ele poderá colocar nos cofres um total acumulado de até R$ 96 milhões.
Ao todo, a entidade vai premiar cerca de R$ 500 milhões em bonificações ao longo do torneio. Mas o dinheiro não é a única novidade. A estrutura do campeonato passou por uma reforma significativa e a final não será mais em dois jogos (ida e volta), o campeão será definido em uma partida única
Mais times, novo formato
A competição também ficou mais cheia. O número de participantes saltou de 92 para 126 equipes, dando chance para mais clubes de todas as regiões do Brasil.
Os times que disputam a Série A do Brasileirão irão pular as etapas iniciais e só entrarão em campo a partir da quinta fase. Isso ajuda a desafogar a agenda desses clubes, que geralmente têm competições internacionais no mesmo período. Já os times menores terão que suar a camisa desde o começo, enfrentando uma maratona maior para chegar ao pote de ouro.
A divisão da grana
O pagamento das cotas segue uma lógica de "quem tem mais, ganha mais". A CBF dividiu os clubes em três grupos. O Grupo I é a elite (Série A). O Grupo II são os times da Série B. Já o Grupo III reúne a galera da Série C, D e os que vieram dos estaduais.
Nas primeiras fases, os valores são diferentes dependendo desse grupo. Por exemplo, na segunda fase, um time pequeno do Grupo III ganha R$ 830 mil se avançar, enquanto um da Série B leva R$ 1,38 milhão.
Conforme o funil vai apertando, os valores se igualam. Da quinta fase em diante, o prêmio é o mesmo para todo mundo. Só para participar das oitavas de final, o clube embolsa R$ 3 milhões. Quem chegar à semifinal garante R$ 9 milhões. E na grande final única, o vice-campeão leva um prêmio de consolação de R$ 34 milhões, enquanto o grande vencedor recebe o cheque gordo de R$ 78 milhões apenas pela vitória no último jogo.
Essa injeção de dinheiro é vista como fundamental, especialmente para os clubes menores, onde uma boa campanha na Copa do Brasil pode garantir o orçamento de um ano inteiro e mudar o patamar da equipe no cenário nacional.
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