Tragédia na estrada

Defesa solicita liberdade de caminhoneiro acusado de atropelar estudante e causar morte em Jacupiranga

Motorista denunciado por homicídio doloso e tentativa de homicídio teve pedido apresentado à Justiça após caso que provocou grande repercussão no Vale do Ribeira. Jovem de 19 anos morreu após ser atingida em ponto de ônibus

Motorista denunciado pela morte da estudante Joyce Akemi Santana Muraoka teve pedido de liberdade apresentado à Justiça; caso segue em tramitação judicial - Imagem: Reprodução
Motorista denunciado pela morte da estudante Joyce Akemi Santana Muraoka teve pedido de liberdade apresentado à Justiça; caso segue em tramitação judicial - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 18/05/2026, às 16h23


O caminhoneiro Matheus Henrique Poly Garcia, acusado de homicídio qualificado pela morte da estudante Joyce Akemi Santana Muraoka em um acidente em Jacupiranga, protocolou um pedido de liberdade à Justiça após se tornar réu no caso. O acidente, que ocorreu em 5 de maio, também deixou outra pessoa ferida e gerou grande repercussão pública.

O Ministério Público denunciou Garcia por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e embriaguez ao volante, alegando que ele dirigia sob efeito de álcool e drogas e em alta velocidade, cerca de 130 km/h em uma via com limite de 40 km/h. Testemunhas afirmam que ele tentou fechar a porta do caminhão durante uma frenagem brusca, o que resultou na perda de controle do veículo.

A defesa argumenta que a prisão preventiva foi influenciada pela mídia e solicita medidas alternativas, como monitoramento eletrônico e suspensão da CNH, alegando que Garcia não representa risco ao processo. O pedido está sob análise do Poder Judiciário, que aguardará a manifestação do Ministério Público antes de decidir sobre a prisão.

A defesa do caminhoneiro Matheus Henrique Poly Garcia, de 37 anos, protocolou um pedido de liberdade à Justiça após ele se tornar réu em um processo que apura a morte da estudante Joyce Akemi Santana Muraoka, de 19 anos, em Jacupiranga, no Vale do Ribeira. O acidente ocorreu em 5 de maio, na Rodovia José Edgard Carneiro (SP-193), e também deixou outra pessoa ferida.

O Ministério Público de São Paulo denunciou o motorista por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e embriaguez ao volante. A promotoria sustenta que o acusado assumiu o risco de produzir o resultado ao conduzir o veículo após suposto consumo de álcool e drogas. O órgão também pediu que ele seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o caminhão retornava de uma entrega realizada em Eldorado quando o acidente aconteceu. Depoimentos colhidos durante a apuração apontam que o veículo trafegava em velocidade muito superior ao limite permitido na via. Um funcionário relatou aos investigadores que o caminhão estaria próximo de 130 km/h ao se aproximar de um radar cuja velocidade máxima permitida era de 40 km/h.

Segundo a denúncia, ao perceber a aproximação do equipamento de fiscalização, o motorista teria realizado uma frenagem brusca. Durante a manobra, a porta do caminhão teria se aberto e, ao tentar fechá-la, ele perdeu o controle da direção. O veículo saiu da pista, atingiu as vítimas que estavam em um ponto de ônibus e caiu em uma ribanceira.

Joyce chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A outra vítima sobreviveu ao acidente.

Ainda conforme as investigações, após a colisão o caminhoneiro deixou o local e foi contido por testemunhas. Na sequência, apresentou uma versão considerada falsa às autoridades, alegando inicialmente que ocupava o caminhão apenas como passageiro. A versão foi posteriormente contestada por testemunhas e por um vídeo entregue aos investigadores, que mostraria o motorista dirigindo momentos antes da tragédia.

A defesa do acusado afirma que a prisão preventiva teria sido motivada pela repercussão pública do caso e argumenta que ele possui residência fixa, é réu primário e não representaria riscos ao andamento do processo. Entre as medidas alternativas solicitadas estão monitoramento eletrônico, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e restrições de deslocamento.

O pedido foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda manifestação do Ministério Público antes da decisão sobre a manutenção ou revogação da prisão.