Fórmula 1

Novo diretor da Audi, Allan McNish avalia estreia difícil e projeta futuro da equipe na F1: “Projeto de resistência”

Com dois pontos, gestor pede realismo e paciência com os problemas de confiabilidade que afetaram Bortoleto e Hulkenberg

McNish destaca a importância de aprender com os desafios iniciais e manter uma perspectiva otimista para o futuro da equipe - Foto: F1
McNish destaca a importância de aprender com os desafios iniciais e manter uma perspectiva otimista para o futuro da equipe - Foto: F1

Gabriella Souza Publicado em 13/05/2026, às 12h46


A estreia de Allan McNish como diretor de corridas da Audi no GP de Miami não foi das mais simples. Entre um 12º lugar para Gabriel Bortoleto e o abandono de Nico Hulkenberg, a equipe alemã seguiu enfrentando as dores de crescimento naturais de uma estreante na Fórmula 1. Apesar do cenário turbulento e dos problemas de confiabilidade, o novo gestor buscou imprimir um tom de otimismo e realismo sobre o estágio atual do projeto.

Novos no grid

Com apenas dois pontos somados no campeonato de construtores, conquistados por Bortoleto na Austrália,  a Audi ainda busca consistência. McNish ressaltou que a curva de aprendizado é íngreme e que o time não deve se deixar abalar pelas dificuldades operacionais iniciais.

  • "Temos que ser realistas. Nós somos os novatos no pedaço. Estamos precisando aprender bastante dentro e fora dos circuitos; então, dessa perspectiva, acho que onde estamos no momento é um início muito bom",  avaliou o escocês, destacando que a meta é tornar as operações de pista mais consistentes em alto nível.

Problemas com motor

O maior obstáculo da Audi até aqui tem sido a unidade de potência própria. O time sofreu com falhas de marcha, incêndios e problemas de pressão que deixaram seus pilotos na mão em momentos cruciais. McNish não fugiu da responsabilidade ao analisar o desempenho do motor alemão frente às potências já estabelecidas como Ferrari e Mercedes.

  • "Em relação à unidade de potência, esse é o maior e mais difícil trabalho, sem dúvidas. Chegando aqui pela primeira vez, há muito aprendizado a ser feito. Não acredito que estejamos na nossa melhor performance neste momento",  admitiu o diretor, revelando que a equipe ainda trabalha para alcançar o patamar de rendimento das rivais.

Visão de longo prazo

Apesar das críticas ao motor, McNish teceu elogios à aerodinâmica do carro e ao entrosamento do time de operações. Para ele, o sucesso na F1 deve ser encarado com a mentalidade das corridas de endurance, especialidade que marcou sua carreira como piloto.

  • "Do que eu conheço da minha experiência prévia no automobilismo, um campeonato é sobre resistência e a visão de longo prazo. Aqui, acho que estamos construindo para o futuro muito bem", concluiu, projetando que o time deverá, em breve, bater na porta do Q3 e dos pontos de forma frequente.

O próximo desafio da Audi e de Gabriel Bortoleto será no GP do Canadá, entre os dias 22 e 24 de maio, onde a equipe espera dar um passo à frente na resolução dos problemas de confiabilidade.