Alvinegro Praiano reforça que ação foca na proteção institucional e no cumprimento das regras de protocolo, e não no placar da partida

Gabriella Souza Publicado em 20/05/2026, às 12h18
O Santos Futebol Clube decidiu levar às instâncias jurídicas a enorme polêmica sobre o erro na substituição de Neymar ocorrida no último final de semana. O Departamento Jurídico do clube informou oficialmente que ingressou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da partida disputada no dia 17 de maio, contra o Coritiba, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
"Erro de direito"
A diretoria do Alvinegro Praiano baseia sua peça jurídica na tese de que a equipe de arbitragem cometeu um "erro de direito" de forma flagrante. O clube sustenta que a arbitragem impediu ilegalmente a permanência de Neymar Jr. dentro de campo, uma decisão que contrariou diretamente as determinações da comissão técnica santista e ignorou o protocolo oficial estabelecido para a substituição de atletas.
Em nota oficial, o Santos tratou de blindar o pedido de justificativas ligadas ao rendimento da equipe dentro das quatro linhas.
Entenda a confusão na beira do gramado
A jogada que desencadeou o processo jurídico ocorreu aos 19 minutos do segundo tempo. Enquanto Neymar Jr. recebia atendimento médico e uma massagem na panturrilha fora das quatro linhas, o quarto árbitro ergueu a placa eletrônica sinalizando a saída do camisa 10 para a entrada do atacante Robinho Júnior.
A alteração causou revolta imediata no banco santista. O Santos alega que o papel de substituição entregue formalmente à arbitragem indicava, de forma clara, a saída do lateral-esquerdo argentino Gonzalo Escobar. Ao perceber o equívoco na placa e notar que seria retirado de forma compulsória, Neymar tentou ignorar o aviso e retornar ao gramado, sendo imediatamente advertido com o cartão amarelo pelo árbitro principal.
Em um ato de protesto, o atleta chegou a tomar e mostrar o papel oficial de substituição fornecido ao quarto árbitro para tentar provar o erro do staff de arbitragem. Contudo, como o painel eletrônico exibiu o número 10 e Robinho Júnior já havia pisado no campo de jogo, a arbitragem considerou o procedimento como sacramentado. Sem brechas no entendimento dos juízes para desfazer a troca, Neymar Jr. foi impedido de retornar, e o jogo foi reiniciado aos 23 minutos sem a presença do principal craque do Peixe.
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