Trinta e dois anos após o assassinato do zagueiro Andrés Escobar, seleção retorna ao palco norte-americano

Redação Publicado em 17/06/2026, às 11h28
A seleção da Colômbia faz sua estreia na Copa do Mundo de 2026 hoje, quarta-feira (17), enfrentando o Uzbequistão no icônico Estádio Azteca, na Cidade do México. O retorno dos Cafeteros ao torneio ocorre justamente em uma edição sediada na América do Norte, trazendo inevitáveis recordações de um dos episódios mais sombrios da história do esporte: o assassinato do zagueiro Andrés Escobar, ocorrido há 32 anos, após o Mundial de 1994.
Naquela Copa, também disputada em solo norte-americano, a Colômbia foi eliminada precocemente na fase de grupos. O ponto crítico da campanha foi a derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos, marcada por um gol contra de Andrés Escobar. Apenas dez dias após a desclassificação, na madrugada de 2 de julho de 1994, o defensor foi baleado e morto na saída de uma casa noturna em Medellín, após se envolver em uma discussão.
O autor dos disparos foi Humberto Muñoz Castro, motorista dos empresários Pedro David e Santiago Gallón, que haviam confrontado o atleta antes do crime. Muñoz foi condenado a 43 anos de reclusão em 1995, mas obteve liberdade condicional em 2005. O homicídio aconteceu em um contexto de extrema violência e instabilidade na Colômbia, poucos meses após a morte do traficante Pablo Escobar, o que alimentou investigações sobre a ligação de cartéis de drogas e máfias de apostas esportivas com o crime.
Campanha consistente e o comando de Néstor Lorenzo
Mais de três décadas após a tragédia, o futebol colombiano tenta consolidar um novo momento técnico e institucional. Fora do Mundial do Catar em 2022, a seleção garantiu a vaga para 2026 com uma campanha segura nas Eliminatórias Sul-Americanas, terminando na terceira colocação da tabela e anotando 28 gols ao longo do torneio.
A equipe é liderada pelo técnico argentino Néstor Lorenzo, atual vice-campeão da Copa América de 2024. Lorenzo possui uma longa relação com o futebol do país: ele atuou como auxiliar técnico da Colômbia nas Copas de 2014, no Brasil, e de 2018, na Rússia, edições em que o país avançou até a fase eliminatória. Agora, na condição de treinador principal, ele chefia o ciclo que busca recolocar os colombianos entre as principais forças do futebol internacional.
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