Sexo na pauta

Advocacia-Geral de Guarujá investiga acusação de assédio sexual; prefeito mantém secretário no cargo

O prefeito Farid Madi não se manifesta diretamente sobre o escândalo

O prefeito de Guarujá, Farid Madi, tem dito a pessoas próximas que está preocupado - Imagem: Reprodução
O prefeito de Guarujá, Farid Madi, tem dito a pessoas próximas que está preocupado - Imagem: Reprodução

Jair Viana Publicado em 28/12/2025, às 13h20


O prefeito de Guarujá, no litoral sul de São Paulo, Farid Madi (PODE), não afastou o secretário de Comunicação Social, o jornalista Paulo Henrique Siqueira, investigado por suposto assédio sexual contra sua auxiliar direta. Enquanto Madi adota o silêncio como estratégia, a Advocacia-Geral do município e a Delegacia de Defesa da Mulher já abriram procedimentos de apuração. Siqueira deve discutir nesta segunda-feira se deixará ou não a pasta.

Evangélico, Paulo Siqueira se defende da acusação, alegando ser vítima de uma “armação política”, sem apresentar uma citação específica. Questionado neste domingo sobre a motivação da alegada “armação”, Siqueira foi lacônico: “Tudo será apresentado em tempo oportuno”, disse.

O caso

Uma servidora de 26 anos alega ter sofrido uma sequência de assédios por parte do secretário enquanto trabalhava. Segundo ela, o jornalista teria exigido cumprimentos com direito a beijos no rosto. Ela contou à polícia que o secretário, durante um desses cumprimentos, teria forçado ou tentado um beijo na boca. Ele nega com veemência.

Deixar o cargo

Perguntado se pretende colocar o cargo à disposição para evitar maior desgaste a ele próprio e ao prefeito, Paulo Siqueira disse que o assunto será discutido nesta segunda-feira, dia 29.

Diante da repercussão do caso, a Advocacia-Geral de Guarujá divulgou nota em que explica que a apuração será feita por servidor já designado. Veja a nota abaixo.

Nota da Advocacia-Geral de Guarujá

“No dia 19 de dezembro (sexta-feira), a Ouvidoria Municipal de Guarujá tomou conhecimento da queixa formal de uma funcionária em relação à suposta prática de assédio sexual.

Imediatamente, a Prefeitura iniciou um processo administrativo, com sua abertura no primeiro dia útil seguinte (22/dez, segunda-feira). Um oficial de sindicância concursado foi designado por distribuição, conforme rege a legislação municipal, e está responsável pela apuração.

A publicação do processo administrativo pela Advocacia-Geral do Município foi realizada na terça-feira (23/dez), cumprindo todos os requisitos de sigilo e agilidade.

A Prefeitura vem conduzindo a apuração dos fatos com rigor, respeitando os direitos de defesa e preservando a identidade dos funcionários.”