Planejamento Regional

Baixada Santista define prioridades para 2026 com foco em saúde, habitação e grandes obras

Prefeituras das nove cidades projetam investimentos em infraestrutura, mobilidade, educação e serviços públicos para atender demandas históricas da região.

Região concentra nove municípios com projetos de investimento em saúde, habitação e infraestrutura previstos para 2026 - Imagem: Reprodução
Região concentra nove municípios com projetos de investimento em saúde, habitação e infraestrutura previstos para 2026 - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 01/01/2026, às 17h37


Com o encerramento de 2025, as prefeituras da Baixada Santista já traçam o caminho para 2026. Em comum, os nove municípios do litoral paulista apontam saúde, habitação, obras estruturantes e melhoria dos serviços públicos como eixos centrais das políticas que devem marcar o próximo ano.

O levantamento, feito a partir de posicionamentos oficiais das administrações municipais, revela diferentes estágios de desenvolvimento, mas uma convergência clara: preparar as cidades para crescer com mais qualidade de vida, segurança e planejamento urbano.

Em Bertioga, a gestão do prefeito Marcelo Vilares (União) aposta na ampliação de investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança, turismo e infraestrutura, com foco na geração de empregos e oportunidades. A cidade busca consolidar o discurso de “cidade da oportunidade”, com entregas distribuídas ao longo do ano.

Já Cubatão entra em 2026 com o objetivo de consolidar um novo momento. O prefeito César Nascimento (PSD) destaca avanços na saúde, com a implantação de aplicativo para marcação de consultas, e na educação, com a universalização do ensino em tempo integral. O município também prevê expansão do sistema de monitoramento, com cerca de duas mil câmeras, além de reforço na zeladoria urbana.

Em Guarujá, a administração de Farid Madi (Pode) projeta 2026 como o ano de início de conquistas estruturantes, como a inauguração do Instituto Federal, do aeroporto metropolitano e o avanço das obras do túnel Santos–Guarujá. O planejamento inclui ainda investimentos em pavimentação, drenagem, habitação, educação em tempo integral, segurança e fortalecimento da rede de saúde.

A Prefeitura de Itanhaém, sob gestão de Thiago Cervantes (Republicanos), estima cerca de R$ 30 milhões em investimentos no próximo ano. As prioridades são obras de drenagem e pavimentação, revitalização do Centro Histórico, renovação da frota escolar e início da construção de mais de 450 unidades habitacionais.

Em Mongaguá, a prefeita Teresa Cristina Aguiar Tofanello Wiazowski (PP) elenca saúde, zeladoria urbana e recuperação de prédios públicos como focos centrais. Estão previstas a implantação da Unidade de Saúde da Mulher, uma nova UBS e a revitalização de espaços voltados à educação, esporte e lazer.

Peruíbe direciona esforços para a área da saúde. A gestão de Felipe Bernardo (PSD) pretende garantir o pleno funcionamento do novo Hospital Municipal e entregar a nova UPA, além de investir na revitalização de espaços públicos como o Lamário e o Chico Latim.

Em Praia Grande, o prefeito Alberto Mourão (MDB) mantém a expansão de serviços como prioridade. A cidade projeta novos investimentos em saúde, com ampliação de exames e construção de unidades especializadas, além de novas escolas, cursos técnicos, projetos de macrodrenagem e estudos para mobilidade sustentável, incluindo ônibus elétricos e a expansão do VLT.

Santos aposta no combate à desigualdade social como eixo central. O prefeito Rogério Santos (Republicanos) destaca o investimento em habitação como política de maior retorno social e projeta a entrega ou execução de mais de quatro mil unidades habitacionais até o fim do mandato, além de ações integradas em saúde e educação.

Por fim, São Vicente, sob gestão de Kayo Amado (Pode), planeja entregas consideradas históricas, como a primeira UPA 24 horas da cidade, uma nova maternidade, a rodoviária e o avanço das obras do VLT na Área Continental, além da revitalização de pontos turísticos tradicionais.

Apesar das particularidades de cada município, o planejamento para 2026 evidencia uma Baixada Santista voltada à modernização, à redução de desigualdades e à melhoria da infraestrutura urbana, em um esforço conjunto para atender uma população fixa e flutuante que cresce a cada ano.