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Com foco nas cidades mais quentes, estado amplia investimentos em climatização escolar

Novo pacote da Secretaria da Educação vai destinar R$ 9,5 milhões para obras em colégios estaduais localizados na Baixada Santista

Secretaria da Educação de São Paulo investe em ar-condicionado para melhorar o conforto térmico nas salas de aula - Foto: Reprodução
Secretaria da Educação de São Paulo investe em ar-condicionado para melhorar o conforto térmico nas salas de aula - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 27/05/2026, às 09h06


A infraestrutura das salas de aula da rede pública passará por uma transformação importante com a chegada de um novo lote de verbas focado em combater os dias de calor intenso. A Secretaria da Educação de São Paulo (Seduc-SP) fechou um novo pacote financeiro de R$ 170 milhões para instalar sistemas de ar-condicionado em mais 446 escolas estaduais. O plano da pasta é acelerar os trabalhos e priorizar os colégios que ficam localizados nas cidades que costumam registrar as temperaturas mais altas de todo o estado. Para os municípios da Baixada Santista, o governo reservou uma fatia de R$ 9,5 milhões desse total para tocar os projetos locais.

Essa melhoria no clima das salas virou uma das grandes marcas da administração recente. Quando a atual equipe de gestão assumiu o comando da secretaria, em 2023, a situação era crítica: existiam apenas cerca de 10 escolas estaduais que contavam com refrigeração completa em todo o território paulista. De lá para cá, os investimentos na área já chegaram à marca de R$ 400 milhões, o que permitiu deixar 1.056 unidades com 100% de climatização funcionando. Desse grupo que já está pronto, 37 colégios ficam na região do litoral santista. Com o novo anúncio deste mês, a Seduc-SP soma R$ 570 milhões investidos só nessa frente. O secretário da Educação, Renato Feder, celebrou a mudança dizendo que a meta é dar bem-estar e conforto térmico para os estudantes, professores e funcionários.

Desafios na fiação e a meta do projeto

Com os novos canteiros de obras que vão começar a abrir, a expectativa da secretaria é fazer a rede estadual atingir a marca de 1.500 prédios escolares com ar-condicionado, de um universo total de 5 mil escolas espalhadas por São Paulo. No entanto, colocar as máquinas para funcionar não é uma tarefa tão simples. O presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Fabrício Moura Moreira, explicou que o trabalho precisa seguir três passos obrigatórios. Primeiro, os operários refazem toda a fiação e a parte elétrica do prédio; depois, fazem a instalação física dos aparelhos nas salas; e, por fim, as empresas concessionárias de energia precisam ir até o local para ligar a carga nova na rede da rua.

Esse projeto dos aparelhos de ar-condicionado faz parte de um mutirão de reformas bem maior que está em andamento nas escolas paulistas. Ao todo, o governo estadual está injetando R$ 3,3 bilhões para dar uma geral nos prédios públicos, somando mais de 7 mil intervenções que foram finalizadas nos últimos 40 meses de trabalho da atual gestão. Além de refrescar as salas de aula onde estudam os jovens do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, esses recursos estão sendo usados para reformar quadras esportivas que estavam abandonadas, modernizar cozinhas e refeitórios, arrumar telhados velhos com goteiras, pintar fachadas e adaptar os acessos para garantir acessibilidade para alunos com deficiência física.