A construção da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes promete criar 6 mil empregos e melhorar a mobilidade entre São Paulo e o litoral.

Otávio Alonso Publicado em 11/03/2026, às 12h23
O Sistema Anchieta–Imigrantes (SAI), principal corredor rodoviário entre a Capital paulista e o litoral, deverá ganhar uma nova alternativa de tráfego com a construção da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes. A ampliação pretende reforçar a ligação entre o Planalto e a Baixada Santista, trazendo benefícios à mobilidade e impulsionando a geração de empregos durante a execução das obras.
De acordo com a Ecovias Imigrantes, concessionária responsável pela administração do sistema, a expectativa é que cerca de 6 mil postos de trabalho diretos e indiretos sejam criados ao longo da fase de construção. A estimativa leva em conta a complexidade do empreendimento e o prazo previsto para a execução das intervenções.
Em nota, a concessionária destacou que o número exato de vagas e a distribuição das oportunidades ao longo das etapas da obra ainda serão detalhados. Como o projeto permanece em fase de desenvolvimento, essas informações deverão ser definidas com maior precisão após o início efetivo dos trabalhos.
Situação semelhante ocorre em relação à instalação de equipamentos de fiscalização eletrônica na nova via. Segundo a Ecovias Imigrantes, a definição sobre a presença e o posicionamento de radares costuma ocorrer apenas nas fases finais do empreendimento, quando são realizados estudos técnicos de segurança viária em conjunto com os órgãos responsáveis, antes da liberação da pista ao tráfego.
A previsão atual é de que a construção da terceira pista leve aproximadamente cinco anos, contados a partir da autorização do Governo do Estado para o início das obras.
Para a concessionária, a nova pista representa um avanço estratégico para a mobilidade entre a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral. O projeto prevê ampliar em cerca de 25% a capacidade do trecho de serra do Sistema Anchieta–Imigrantes.
Um dos principais impactos deve ocorrer no fluxo de veículos pesados. Na descida da serra, a capacidade para caminhões e ônibus poderá crescer até 145%, graças às características do novo traçado.
Isso porque a pista projetada terá inclinação média de 4%, o que possibilita a circulação de veículos de grande porte — ao contrário da segunda pista da Imigrantes, cuja inclinação chega a 6%.
Segundo a Ecovias Imigrantes, essa diferença técnica tende a tornar o tráfego mais ágil e seguro, além de contribuir para a redução de congestionamentos e aliviar a circulação na Rodovia Anchieta.
O projeto também prevê que a nova pista tenha início após o acesso ao Rodoanel e ofereça ligação direta às duas margens do Porto de Santos. Na avaliação da concessionária, a configuração deve otimizar rotas logísticas, reduzindo tempo e custos no transporte de cargas.
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