O Secretário de Segurança Pública de SP também analisou os avanços na segurança e os índices que superam até Nova York

Gabriella Souza Publicado em 19/12/2025, às 09h12
Em uma entrevista exclusiva concedida à CBN Santos nesta sexta-feira (19), o atual Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo relembrou sua trajetória, falou sobre os novos desafios da gestão Tarcísio de Freitas e não escondeu a paixão que sente pela profissão que escolheu ainda criança.
Durante o bate-papo, Nico relembrou sua conexão com a Baixada Santista e o jeito simples de levar a vida. “Eu gosto de andar sozinho na favela da Manaimança, jogar bola aí no Guarujá com o meu pessoal”, revelou o delegado.
No entanto, ele admite que o cargo exige uma nova postura, sem perder a essência. “E agora eu tenho que mudar um pouquinho de vida, né? Tenho que tomar certos cuidados. Mas a gente gosta do que faz aí e vamos... Apaixonado pela causa, sempre apaixonado pela causa, que é a segurança pública”.
De engraxate ao comando da Secretaria
Nico foi convidado pelo Governador para ocupar o cargo de Guilherme Derrite, quando o antigo Secretário foi exonerado para voltar à Câmara dos Deputados em novembro deste ano. Assim, ele relembrou o seu início e se emocionou ao analisar o trabalho feito atualmente.
“Não esperava [chegar a este cargo], viu? Eu estou muito honrado com o convite do governador Tarcísio, mas eu não esperava, sabe? Eu gosto de fazer, eu gosto de servir. Eu comecei lá no Ipiranga com 12 anos com uma caixa de graxa na porta do 17DP. Graxando o sapato, ganhando dinheirinho dos policiais para lavar a viatura. Eu era apaixonado pela polícia. Queria servir”.
A trajetória não foi fácil e contou com a resistência materna, mas o apoio do pai e a vocação falaram mais alto. Ele passou por cargos de carcereiro e investigador até chegar a delegado-geral, sempre com foco no trabalho em equipe.
Muralha paulista e índices que superam Nova York
O Secretário foi convidado para a entrevista para realizar um balanço da segurança do estado. Ele estacou o projeto Muralha Paulista, uma aposta tecnológica para cercar a criminalidade.
“Nós estamos agregando vários municípios. É um projeto muito importante, onde as câmeras agora falando, conversando. Uma pessoa que praticou o crime em uma cidade e foi para outra, a gente vai tentar identificar”, explicou.
O resultado dessa integração e da gestão feita "por policiais para policiais" já aparece nos números. Segundo Nico, São Paulo vive um momento histórico.
"Conseguimos esses índices históricos. Os indicativos são os melhores possíveis. Baixou roubo. Latrocínio, por exemplo... Latrocínio nós ganhamos de Nova York", celebrou o delegado.
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