Porto

Fiscalização intercepta milhares de camisas esportivas e figurinhas da Copa no Porto de Santos

Agentes da Receita Federal apreendem 22 toneladas de mercadorias piratas no Porto de Santos, incluindo camisas de seleções e clubes famosos

A operação revelou um esquema organizado de contrabando, com camisas de futebol disfarçadas entre malas comuns no contêiner - Foto: Receita Federal
A operação revelou um esquema organizado de contrabando, com camisas de futebol disfarçadas entre malas comuns no contêiner - Foto: Receita Federal

Redação Publicado em 26/05/2026, às 17h22


A fiscalização aduaneira mirou no comércio ilegal de artigos esportivos e conseguiu reter um contêiner gigante carregado com cerca de 22 toneladas de mercadorias piratas no Porto de Santos. A operação de vistoria aconteceu no último dia 20 e impressionou os agentes pela quantidade de material: foram contabilizadas aproximadamente 120 mil camisas falsificadas de diversas seleções mundiais e também de grandes clubes do futebol nacional que abasteceriam o mercado clandestino.

De acordo com as informações compartilhadas pelos fiscais da Receita Federal, o compartimento estava recheado com mantos de seleções que disputam a Copa do Mundo, incluindo camisas do Brasil, Argentina, Alemanha, Portugal, Espanha, Japão e México. Para os torcedores dos times locais, os criminosos trouxeram réplicas de equipes conhecidas como Flamengo, Botafogo, Atlético Mineiro, Portuguesa e do próprio Santos.

Esquema de organização chamou a atenção

O que mais despertou a curiosidade das equipes de segurança foi a forma como os contrabandistas organizaram a carga. Na parte da frente do contêiner, bem perto da porta, os criminosos colocaram duas toneladas de malas comuns para tentar disfarçar o golpe. Todo o restante do espaço foi preenchido exclusivamente com as camisas de futebol. Os técnicos da alfândega explicaram que esse formato é bem diferente das apreensões feitas recentemente no cais santista, onde os produtos falsos costumavam vir misturados e bagunçados no meio de vários outros tipos de mercadorias legais.

Esse flagrante no cais faz parte de um cerco muito maior contra a pirataria. A Receita Federal revelou que, nos últimos meses, as equipes de inteligência já conseguiram travar outros 15 contêineres parecidos, somando cerca de 75 toneladas de produtos ilegais. Juntando todas essas ações recentes, a estimativa oficial das autoridades é de que mais de 428 mil camisas esportivas falsificadas tenham sido retiradas de circulação antes de chegarem às mãos dos consumidores.

Ofensiva se estende para comércios e rodovias

O combate aos produtos pirateados também causou prejuízo para os lojistas na capital. Na semana passada, os agentes federais fecharam as portas de dois shoppings inteiros localizados na região do Brás, no centro de São Paulo. A operação barrou a venda de milhares de camisas falsas de times de futebol, além de recolher calçados, perfumes de marcas famosas e cigarros eletrônicos contrabandeados. O órgão calcula que essa força-tarefa de duas semanas na capital paulista possa recolher o equivalente a R$ 300 milhões em materiais irregulares.

O esquema de falsificações ligados ao futebol também virou alvo das autoridades em outros estados. Na última semana, a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus de viagem na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e encontrou mais de 200 mil figurinhas falsificadas da Copa do Mundo de 2026. No mesmo veículo, os policiais civis apreenderam centenas de uniformes falsos da seleção brasileira. De acordo com as investigações, todo esse material rodoviário seria distribuído em bancas e comércios da capital do Rio de Janeiro e de municípios vizinhos.