Ex-prefeito de São Vicente se une a Rubens Furlan, ex-prefeito de Barueri, para formar uma chapa competitiva

Redação Publicado em 07/04/2026, às 09h28
O cenário eleitoral para o Senado em São Paulo ganhou um nome de peso nesta segunda-feira (6). O ex-ministro Márcio França (PSB) anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao cargo após deixar o comando do Ministério do Empreendedorismo.
A decisão foi consolidada após uma reunião estratégica com o presidente Lula (PT), selando a saída de França da Esplanada dos Ministérios para focar na disputa paulista.
Natural de Santos e ex-prefeito de São Vicente por dois mandatos (1997-2004), França traz para a chapa um aliado experiente do interior: Rubens Furlan, ex-prefeito de Barueri, que deve assumir a vaga de suplente. “Convocação feita e convite aceito. Teremos o melhor prefeito da história das cidades paulistas na suplência”, celebrou França em suas redes sociais.
Xadrez Político do Governo em SP
A saída de França faz parte de um rearranjo maior articulado pelo Palácio do Planalto. O objetivo do presidente Lula é organizar o palanque governista em São Paulo, que promete ser um dos mais disputados. Após convencer Fernando Haddad a encabeçar a disputa pelo Governo do Estado, o grupo agora trabalha para acomodar nomes fortes na corrida pelas cadeiras do Senado.
Além de Márcio França, o bloco aliado deve contar com as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que também deixaram suas pastas para concorrer por São Paulo. O movimento de "importar" figuras de projeção nacional para o estado visa fortalecer a base de apoio de Lula no maior colégio eleitoral do país.
Trajetória na Esplanada
Márcio França encerra sua passagem pelo governo federal após ocupar duas pastas distintas. Em setembro de 2023, ele deixou o Ministério de Portos e Aeroportos para assumir o recém-criado Ministério do Empreendedorismo, a 38ª pasta do governo, estruturada para acomodar o PSB em meio à reforma ministerial que deu espaço ao centrão.
Assim como nos casos de Haddad, Marina e Tebet, a sucessão no ministério deve seguir o plano de continuidade técnica: os secretários-executivos (os "números dois") assumirão os cargos de titulares para garantir que os projetos em andamento não sofram interrupções durante o período eleitoral.

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