A Baixada Santista implementa uma rede de segurança com mais de 11 mil câmeras

Redação Publicado em 05/05/2026, às 15h27
A Baixada Santista consolidou uma robusta rede de segurança tecnológica que já ultrapassa a marca de 11 mil câmeras em operação. O sistema, que funciona como uma verdadeira "muralha digital", integra as prefeituras ao programa estadual Muralha Paulista, utilizando ferramentas de inteligência artificial, reconhecimento facial e leitura de placas (OCR) para combater o crime e gerir o cotidiano urbano em tempo real.
A estratégia regional rompeu as barreiras do patrulhamento de vias públicas e agora alcança ambientes internos, como escolas e unidades de saúde. Municípios como Praia Grande e São Vicente já estudam o próximo passo da expansão: integrar imagens de câmeras particulares de comércios e condomínios aos centros de controle, criando uma malha colaborativa de vigilância.
Os gigantes do monitoramento: Santos e Praia Grande
Praia Grande lidera em volume tecnológico com o seu Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe), que coordena mais de 3.700 dispositivos. O sistema da cidade é referência no uso de câmeras "domo" — equipamentos com rotação de 360 graus e alto poder de zoom — fundamentais para o acompanhamento de ocorrências em grandes distâncias.
Já em Santos, o Centro de Controle Operacional (CCO), instalado no Paço Municipal, gerencia 3.217 câmeras. O local atua como um hub de inteligência, unificando o trabalho da Guarda Civil Municipal (GCM), Defesa Civil, Polícia Militar, Samu e Guarda Portuária. Um diferencial do sistema santista é a transparência: cerca de 500 desses dispositivos podem ser acessados publicamente pelos munícipes, com imagens atualizadas a cada cinco segundos.
Expansão regional e desafios
Outros municípios também apresentam números robustos. Guarujá opera com 2 mil câmeras e totens de segurança, enquanto Itanhaém e Bertioga somam mais de mil equipamentos cada, focando na integração de dados com o banco de procurados pela Justiça.
Apesar do avanço individual, o desafio atual é a integração total entre as prefeituras. Atualmente, a conexão direta entre os sistemas municipais ainda é objeto de estudo técnico. A interoperabilidade ocorre prioritariamente via plataforma do Governo do Estado, mas a tendência é que a região evolua para um compartilhamento formalizado de dados, tornando o litoral paulista uma das áreas mais monitoradas do país.
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