Corregedoria identificou que funcionário usou aparelho dentro da repartição para enviar valores à própria conta

Redação Publicado em 10/06/2026, às 09h11
Uma investigação conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil resultou na prisão preventiva, na manhã da última terça-feira (9), de um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos. O servidor público é acusado de utilizar o aparelho celular de uma pessoa falecida para realizar uma transferência bancária ilegal em benefício de sua própria conta corrente, praticando o crime dentro da própria repartição policial.
Descoberta do desfalque e quebra de provas
A fraude eletrônica foi descoberta depois que os familiares da vítima analisaram os extratos financeiros e constataram uma movimentação de fundos atípica realizada após o horário oficial do óbito. Diante do flagrante, os parentes procuraram o 3º Distrito Policial de Santos para registrar o boletim de ocorrência.
Com o início das investigações tecnológicas, a Corregedoria assumiu o caso e identificou o atendente de necrotério Daniel Nathan Ribeiro Andrade como o destinatário do montante. Ao perceber que estava sendo investigado, o funcionário danificou o smartphone do falecido na tentativa de ocultar os registros digitais da transação, o que motivou a Justiça a decretar a sua prisão preventiva. Ele responderá pelos crimes de:
Carreira e punições administrativas
Em nota oficial de posicionamento, a Polícia Civil repudiou veementemente o comportamento do servidor, ressaltando que a instituição não compactua com desvios de conduta e que adotará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis, o que pode resultar na demissão a bem do serviço público.
O acusado exercia funções na estrutura do IML de Santos desde 2013, ano em que ingressou na carreira por meio de concurso público para o cargo de atendente de necrotério. A Corregedoria revelou ainda que, no ano passado, o funcionário pleiteava uma ascensão profissional na própria corporação: ele havia se candidatado ao cargo de investigador de polícia e chegou a avançar nas etapas eliminatórias, sendo selecionado para a fase de prova oral do concurso. Daniel Nathan permanece custodiado e à disposição do Poder Judiciário.
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