Operação mobiliza dezenas de profissionais no Porto de Santos e prevê reflutuação da embarcação ainda neste mês

Redação Publicado em 07/04/2026, às 16h09
O navio científico Professor W. Besnard, que afundou no Porto de Santos em março, iniciou operações de resgate subaquático com uma equipe de 60 profissionais para mapear sua estrutura e identificar infiltrações de água.
A operação, coordenada pela Autoridade Portuária de Santos e Marfort Serviços Marítimos, prioriza a reflutuação do navio por meio da retirada de água acumulada, já que o içamento com guindastes foi considerado inviável devido às condições do casco.
Após a estabilização, o navio será levado a um estaleiro para avaliação técnica, com o Instituto do Mar planejando transformá-lo em um espaço cultural flutuante, embora enfrente desafios de captação de recursos.
O navio científico Professor W. Besnard, que afundou no início de março no Porto de Santos, entrou em uma nova etapa de recuperação com o início das operações de resgate subaquático. A ação é conduzida por equipes especializadas e envolve cerca de 60 profissionais, incluindo mergulhadores, engenheiros e técnicos.
Nesta fase inicial, os trabalhos se concentram no mapeamento completo da estrutura da embarcação, que permanece parcialmente submersa após encostar no fundo do estuário. O objetivo é identificar pontos de infiltração de água e executar os reparos necessários para viabilizar a retirada segura do navio.
A operação é coordenada pela Autoridade Portuária de Santos em conjunto com a Marfort Serviços Marítimos, responsável pela execução técnica do plano emergencial. O contrato firmado para a remoção inclui serviços de mergulho, controle ambiental, logística e preparação da embarcação para deslocamento.
A estratégia definida prioriza a reflutuação por meio da retirada da água acumulada no interior do casco, utilizando bombas de sucção. A alternativa de içamento com guindastes foi considerada menos viável neste momento devido às condições estruturais do navio, que está fora de operação há anos.
Após ser estabilizado e trazido novamente à superfície, o Professor W. Besnard deverá ser transportado até um estaleiro, onde passará por uma avaliação técnica detalhada. A análise irá determinar se há possibilidade de recuperação estrutural e eventual restauração da embarcação.
O navio pertence ao Instituto do Mar, que planeja transformá-lo em um espaço cultural flutuante. A proposta inclui a criação de um museu dedicado à memória científica e marítima, embora o projeto enfrente desafios relacionados à captação de recursos.
O afundamento ocorreu após a entrada de água na embarcação, em um período marcado por fortes chuvas. De acordo com responsáveis pelo instituto, o sistema de bombeamento não estava em funcionamento no momento do incidente.
Construído na década de 1960, o Professor W. Besnard teve papel relevante na pesquisa oceanográfica brasileira, participando de expedições nacionais e internacionais e contribuindo para a formação de cientistas ao longo de décadas.
A expectativa é de que a reflutuação seja concluída ainda em abril, marcando o primeiro passo para a possível recuperação de um dos símbolos da pesquisa marítima no país.
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