Caso ganhou nova reviravolta após análise de imagens indicar possível execução; julgamento deve se estender por três dias

Redação Publicado em 25/03/2026, às 16h31
O júri popular de três policiais militares começou em Guarujá, acusados de matar um homem desarmado e rendido durante uma operação em junho de 2022, o que levanta questões sobre o uso da força por agentes de segurança.
As investigações, que inicialmente consideraram o caso como legítima defesa, foram reabertas após a análise de imagens de câmeras corporais que mostraram que a vítima não estava armada e já estava sob controle dos policiais quando foi atingida.
Os policiais, que ficaram presos por mais de um ano, agora respondem em liberdade e o julgamento, que deve durar três dias, incluirá depoimentos de testemunhas e dos réus, com a expectativa de uma sentença até o final da semana.
Teve início nesta quarta-feira (25), no fórum de Guarujá, o júri popular de três policiais militares acusados de matar um homem que, segundo as investigações, já estava rendido e desarmado no momento dos disparos.
O caso remonta a junho de 2022, quando equipes da Polícia Militar atenderam uma ocorrência de roubo a residência em Bertioga. Durante a fuga dos suspeitos, houve perseguição, que terminou com a morte de um dos envolvidos, de 24 anos, e outro ferido.
Inicialmente, o episódio havia sido interpretado como legítima defesa, levando ao arquivamento do processo. No entanto, o cenário mudou após a Corregedoria da Polícia Militar revisar imagens captadas por câmeras corporais e ouvir testemunhas. A análise apontou que o jovem morto não portava arma e já estava sob controle dos agentes quando foi atingido por múltiplos disparos.
As investigações também indicaram comportamentos considerados suspeitos durante a ação, como a tentativa de ocultar a gravação no momento dos tiros. A partir desses elementos, o caso foi reaberto e passou a ser tratado como possível execução.
Os três policiais chegaram a ficar presos por mais de um ano, mas atualmente respondem em liberdade. Segundo a acusação, dois deles teriam efetuado os disparos fatais, enquanto o terceiro é apontado como responsável por atirar contra o outro suspeito.
O julgamento prevê a oitiva de testemunhas, além dos depoimentos dos réus, e deve ocorrer ao longo de três dias. A expectativa é que a sentença seja definida até o fim da semana.
As defesas dos acusados sustentam que não houve intenção criminosa e afirmam que a atuação dos policiais ocorreu dentro de um contexto de risco, defendendo a absolvição dos envolvidos.
O caso chama atenção para o debate sobre o uso da força por agentes de segurança e o papel das câmeras corporais na reconstituição de ocorrências policiais.
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