Duas imagens sacras, furtadas em março, foram localizadas e devolvidas ao Convento Nossa Senhora do Carmo

Redação Publicado em 30/04/2026, às 15h36
Uma investigação minuciosa da Polícia Civil de Santos garantiu um presente memorável para o Convento Nossa Senhora do Carmo no mês de seu aniversário. Duas imagens sacras de valor inestimável, representando as santas Maria Madalena de Pazzi e Teresa D’Ávila, que haviam sido furtadas no dia 24 de março, foram localizadas em um antiquário na capital paulista e devolvidas ao patrimônio histórico santista.
A recuperação ocorreu no dia 24 de abril, data em que o convento, localizado na Praça Barão do Rio Branco, celebrou 437 anos de fundação. As peças fazem parte do "Conjunto do Carmo em Santos", tombado como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN, e sua ausência representava uma perda irreparável para a arte sacra e para a história da cidade.
O rastro das peças
Após o furto, a equipe do 7º Distrito Policial (DP) de Santos iniciou o rastreamento das peças no mercado de antiguidades. As investigações levaram os agentes a um estabelecimento em São Paulo, onde as santas estavam sendo comercializadas. O proprietário do antiquário paulistano cooperou com a polícia, entregando as imagens na Basílica Nossa Senhora do Carmo, na capital.
O Frei Lino de Oliveira, responsável pelo convento de Santos, acompanhou a equipe policial até São Paulo para o reconhecimento. O religioso não teve dúvidas sobre a autenticidade das peças, identificando, inclusive, que uma das imagens possuía falhas nas pontas de dois dedos, detalhe que já existia antes do furto, pois as peças estavam em processo de restauração.
A investigação também desvendou como relíquias de valor histórico foram parar em feiras de antiguidades por preços irrisórios:
Diante da desproporção entre o valor real das peças e o preço pago, o dono do antiquário santista foi indiciado por receptação qualificada. Esse crime ocorre quando o comerciante adquire produtos que, pela natureza ou valor, deveria presumir serem de origem ilícita.
Continuidade das investigações
Nesta quinta-feira (30), o inquérito policial segue aberto no 7º DP de Santos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que as diligências continuam para identificar o autor direto do furto no dia 24 de março e esclarecer se há uma rede organizada voltada ao comércio de arte sacra na Baixada Santista. O retorno das santas ao nicho original no Centro de Santos reforça a vigilância sobre os monumentos históricos da região.
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