Construção da nova sede da PF será financiada por uma parceria com a iniciativa privada e recursos da Ferrovia Interna do Porto de Santos

Gabriel Nubile Publicado em 17/12/2025, às 11h21
O combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado na principal porta de entrada e saída de mercadorias do país vai ganhar um reforço de peso. A ideia é cravar a presença da lei logo na chegada do complexo, passando um recado claro de força institucional e segurança. Foi com esse raciocínio que Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), confirmou os detalhes da construção da nova sede da Polícia Federal dentro da área portuária.
O projeto é ambicioso e estratégico: um prédio moderno de 5,8 mil metros quadrados, localizado em um ponto de fácil visualização, bem próximo ao conhecido Mercado de Peixes. A intenção é que o novo espaço funcione como um "quartel-general" unificado, juntando no mesmo endereço a parte administrativa, a polícia judiciária e o Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom), que hoje atuam de forma mais espalhada.
Investimento milionário e prazos
Para tirar essa estrutura do papel, serão investidos cerca de R$ 58 milhões. O cronograma, no entanto, exige um pouco de paciência. A entrega da obra está prevista para acontecer em até três anos e meio, com a contagem começando a partir de 2026.
Segundo a Autoridade Portuária, a papelada já está adiantada. O memorando de entendimento foi assinado em setembro e a contratação do projeto executivo, que detalha como será a construção, ocorreu agora neste mês. "O projeto já está pronto, a gente já tem o recurso financeiro garantido e os documentos assinados", garantiu Pomini.
Quem vai pagar a conta?
O dinheiro para a obra virá de uma parceria estratégica com a iniciativa privada, mas com um "empurrãozinho" da gestão do porto. A verba sairá dos cofres da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips).
Para viabilizar a construção, a APS decidiu abrir mão de um crédito que tinha a receber da Fips. A diretoria do porto avaliou que ter a Polícia Federal bem instalada e operando com força total é mais vantajoso estrategicamente do que receber esse valor em caixa. Esses recursos fazem parte dos investimentos obrigatórios que a ferrovia precisa fazer.
A Fips, vale lembrar, é uma associação criada no final de 2022, reunindo as gigantes do setor ferroviário (Rumo, MRS e VLI). O grupo assinou um contrato com o governo para cuidar da malha de trilhos do porto pelos próximos 35 anos. Pelo acordo, eles têm a obrigação de investir quase R$ 900 milhões em melhorias nos primeiros cinco anos de concessão. É desse montante que sairá o financiamento para a nova casa da Polícia Federal em Santos.

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