Prisão ocorreu após monitoramento da rotina do casal, que se escondia em Praia Grande desde 2016

Redação Publicado em 04/02/2026, às 08h44
A rotina de vendas e a vida pacata de um casal de ambulantes na região da Cidade Ocian, em Praia Grande, chegaram ao fim na tarde desta terça-feira (3). Para os clientes e vizinhos, eles eram apenas trabalhadores comuns lutando pelo sustento diário, mas para a Polícia Civil, tratava-se de dois foragidos perigosos procurados há mais de uma década. A prisão, realizada por agentes da 3ª Delegacia de Homicídios, encerrou um ciclo de fuga que começou no interior do estado e terminou na calçada da Rua Dom Pedro II.
O homem, de 42 anos, e a mulher, de 46, carregavam nas costas a acusação de um crime brutal cometido em 2011, na cidade de Campinas. Desde então, eles viviam "nas sombras", evitando qualquer registro oficial, contas bancárias ou movimentações que pudessem acender um alerta nos sistemas de segurança. Segundo as investigações, a dupla se instalou em Praia Grande em 2016 e, desde então, adotou uma postura extremamente reservada para não levantar suspeitas.
Crime no passado
A história que culminou na prisão desta semana começou no bairro Jardim Melina, em Campinas. De acordo com o inquérito policial da época, o motivo da tragédia foi uma desavença pessoal. A atual companheira do investigado se envolveu em uma discussão acalorada com uma jovem de 20 anos. As duas já se conheciam, o que tornou o conflito ainda mais intenso.
No auge da briga, o homem decidiu intervir de forma letal. Ele sacou uma arma e efetuou disparos contra a jovem, matando-a no local. Imediatamente após o homicídio, o casal fugiu. Eles passaram por diversas cidades, mudando de endereço constantemente para despistar as autoridades, até escolherem o litoral paulista como esconderijo final.
Monitoramento e captura
A virada no caso aconteceu quando a Polícia Civil recebeu informações privilegiadas de que os autores daquele crime antigo estariam trabalhando como ambulantes na Ocian. A partir desse dado, os investigadores montaram uma operação de inteligência silenciosa.
Não adiantava apenas chegar e prender; era preciso ter certeza. Por isso, foi feito um mapeamento completo da rotina dos dois. Os policiais observaram os horários que eles saíam de casa, o trajeto que faziam até o ponto de venda e o comportamento discreto que mantinham, sempre do trabalho para casa, sem vida social.
Com a confirmação visual de que se tratava realmente do casal procurado, a equipe definiu o momento exato para agir. A abordagem foi rápida e precisa, não dando chance para qualquer reação ou nova tentativa de fuga. Ambos foram levados ao Distrito Policial, onde o processo criminal, que estava suspenso pela ausência dos réus, foi retomado. Agora, a Justiça finalmente poderá julgar o caso que ficou sem resposta por tantos anos.

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