Testemunhas afirmam que a agressão foi desproporcional e que a vítima não estava armada

Redação Publicado em 14/01/2026, às 08h07
O que deveria ser apenas uma conversa para resolver pendências financeiras acabou se transformando em uma cena de horror em plena luz do dia. Uma discussão acalorada por causa de dinheiro resultou na morte violenta de um homem de 37 anos na manhã desta segunda-feira (12). O crime aconteceu na Rua Rodolfo Amoedo, em Itanhaém, e envolveu dois vizinhos que se desentenderam por conta de uma dívida.
Quem estava por perto e presenciou a confusão ficou chocado com o nível de agressividade. De acordo com relatos de testemunhas que viram tudo acontecer, o bate-boca saiu do controle quando o suspeito, um homem de 44 anos, pegou uma barra de ferro e partiu para cima da vítima. A situação ficou ainda mais grave porque, segundo quem assistiu à cena, os golpes continuaram mesmo depois que o rapaz já estava caído no chão, inconsciente e sem qualquer chance de defesa.
Versões contraditórias na delegacia
A Polícia Militar foi acionada e agiu rápido, prendendo o autor do crime ainda no local, em flagrante. No entanto, na hora de dar explicações às autoridades, o suspeito tentou mudar o cenário a seu favor. Em seu depoimento, ele alegou que agiu em legítima defesa. Segundo a versão dele, o vizinho morto atuava como agiota e estaria armado no momento da briga, o que o teria obrigado a reagir para proteger a própria vida.
Porém, essa história não convenceu muito e foi prontamente contestada. As testemunhas ouvidas pela polícia negaram que a vítima estivesse armada ou que representasse uma ameaça que justificasse tamanha brutalidade. Para a polícia, os indícios apontam para uma execução motivada pela raiva do momento, e não uma reação de defesa.
Investigação e desfecho
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que a barra de ferro usada no assassinato foi encontrada na cena do crime e apreendida pelos agentes. A perícia técnica foi chamada para analisar o local, coletar provas e entender a dinâmica exata dos golpes.
O caso foi encaminhado para o 2º Distrito Policial (DP) de Itanhaém, onde o delegado de plantão registrou a ocorrência como homicídio. O agressor permanece preso na carceragem da delegacia e está à disposição da Justiça. Agora, a Polícia Civil vai reunir os laudos e os depoimentos dos vizinhos para concluir o inquérito e definir a pena que o suspeito poderá enfrentar.
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