Rodrigo Morgado está sendo investigado por possível ligação com o tráfico internacional de drogas

Lívia Gennari Publicado em 03/05/2025, às 23h14
O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a liberdade provisória ao empresário Rodrigo Morgado, investigado por porte ilegal de arma de fogo e possível envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
A decisão foi baseada em um Habeas Corpus, em que o juiz entendeu que não havia motivos suficientes para manter o empresário preso, já que a prisão preventiva exige critérios específicos que não foram atendidos, de acordo com o artigo 312 do Código de Processo Penal.
A prisão
Rodrigo foi preso na manhã da última terça-feira (29) durante a Operação Narco Vela, coordenada pela Polícia Federal, que teve foco principal em cidades da Baixada Santista. A ação tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de entorpecentes, com foco na exportação de drogas para os continentes europeu e africano.
No cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra o empresário, agentes da PF encontraram uma arma de fogo dentro do veículo de Rodrigo Morgado. Diante do flagrante por porte ilegal, o empresário foi detido imediatamente.
Escândalo do sorteio
Além da investigação por tráfico e porte ilegal de arma, o empresário também se tornou alvo de denúncias em um caso envolvendo um sorteio interno fraudulento na empresa da qual é proprietário, a Quadri Contabilidade, localizada em Santos, no litoral de São Paulo.
Segundo relato da ex-funcionária Larissa Amaral da Silva, ela foi anunciada como vencedora de um sorteio promovido pela empresa no final de 2024, cujo prêmio seria um Jeep Compass avaliado em mais de R$ 100 mil. No entanto, pouco tempo após receber o veículo, Larissa afirma que o carro apresentou diversos problemas mecânicos, o que a obrigou a gastar cerca de R$ 10 mil com consertos valores que, segundo a funcionária, nunca foram reembolsados pela empresa.
O caso ganhou um novo capítulo ainda mais grave após a demissão de Larissa. Ela afirma que, mesmo com o processo de transferência de documentos do carro em andamento, o veículo foi retirado de sua posse sem autorização, sob ordens da empresa. A situação gerou revolta e repercussão nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a conduta de Morgado. Esse caso está sendo investigado separadamente.
Rodrigo Morgado responderá em liberdade enquanto a investigação da Polícia Federal prossegue. A defesa do empresário ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações. Já a Polícia Federal informou que outras etapas da operação Narco Vela devem ocorrer nas próximas semanas.

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