Jovem de 22 anos é presa ao tentar entrar em penitenciária com maconha escondida na roupa íntima; droga seria entregue ao irmão

Redação Publicado em 17/03/2026, às 09h28
O domingo de visitas no Complexo Penal de São Vicente foi marcado por flagrantes e suspensões. Três mulheres foram impedidas de entrar nas unidades prisionais após o escâner corporal detectar irregularidades. Em um dos casos, uma jovem de 22 anos acabou na delegacia após confessar que escondia drogas em suas roupas íntimas para entregar ao irmão, que cumpre pena na Penitenciária 2.
A Polícia Penal informou que a jovem demonstrou nervosismo quando o equipamento apontou alterações nas imagens. Ela acabou admitindo que carregava 19 gramas de maconha escondidas na calcinha e retirou o pacote voluntariamente. Além de ter a entrada barrada, ela foi levada pelas autoridades para o registro de um boletim de ocorrência e agora deve responder legalmente pelo crime de tráfico de drogas em ambiente prisional.
Recusa de exames
Outros dois casos chamaram a atenção pela postura das visitantes. Na mesma Penitenciária 2, uma mulher de 30 anos foi barrada após o escâner mostrar imagens suspeitas. Mesmo negando o porte de itens proibidos, ela se recusou a passar por exames complementares em um hospital, o que, pelas regras da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), gera uma punição imediata: ela está suspensa do cadastro de visitantes por 180 dias.
Cenário idêntico ocorreu no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Uma jovem de 20 anos, que pretendia visitar o companheiro, também apresentou anormalidades na revista eletrônica. Seguindo o exemplo do caso anterior, ela negou qualquer irregularidade, mas não aceitou ser levada a uma unidade de saúde para uma verificação mais detalhada. Com a negativa, ela também foi punida com seis meses de suspensão das visitas.
Regras rígidas
A SAP reforça que o uso do escâner corporal é a principal ferramenta para manter a segurança dentro dos presídios, evitando a entrada de entorpecentes, celulares e outros objetos ilícitos. Quando o aparelho acusa algo duvidoso e o visitante se nega a colaborar com exames médicos que comprovem sua inocência, a suspensão é automática. A medida visa desencorajar tentativas de burlar a vigilância, garantindo a ordem nas unidades do litoral paulista.
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