A fiscalização identificou que o furto de energia poderia abastecer 1.800 residências por um mês

Redação Publicado em 12/02/2026, às 09h00
Uma ofensiva contra o furto de energia elétrica, realizada nesta quarta-feira (11) no Centro de Guarujá, resultou na prisão em flagrante de um comerciante e revelou a dimensão do prejuízo causado por ligações clandestinas na rede elétrica da Baixada Santista. A operação integrada mobilizou agentes da Polícia Civil, peritos do Instituto de Criminalística e técnicos da concessionária Neoenergia Elektro, que realizaram uma varredura em estabelecimentos comerciais suspeitos de fraudar o medidor de consumo.
O alvo principal da ação foi um estúdio de tatuagem. No local, as equipes técnicas confirmaram a existência de um "gato", mecanismo ilegal utilizado para desviar a corrente elétrica sem que ela seja registrada pelo relógio medidor. Diante da materialidade do crime, o proprietário do estabelecimento recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia. Na mesma operação, os fiscais também identificaram irregularidades semelhantes em uma adega da região, onde a ligação clandestina colocava em risco a estrutura do imóvel e a segurança dos vizinhos.
Prejuízo milionário e impacto social
Os números levantados pela Neoenergia Elektro durante a fiscalização impressionam. Segundo a concessionária, a quantidade de energia que estava sendo furtada apenas nesses locais seria suficiente para abastecer, sozinha, cerca de 1.800 residências durante um mês inteiro. Esse volume de desvio não representa apenas um prejuízo financeiro para a empresa, mas afeta diretamente a qualidade do serviço prestado aos clientes que pagam suas contas em dia, podendo causar oscilações de tensão e sobrecarga na rede.
O cerco contra esse tipo de crime tem se fechado em Guarujá. Somente neste ano, esta foi a quinta grande operação realizada na cidade. O saldo das ações é contundente: cinco pessoas já foram presas e o total de energia recuperada (que estava sendo desviada) seria capaz de iluminar 9.200 moradias por trinta dias.
Riscos à vida
Ricardo Becker, gerente da Neoenergia Elektro, enfatizou que o combate às fraudes vai além da questão econômica. "O furto de energia é crime e coloca em risco a vida das pessoas", alertou. Ligações feitas sem padrão técnico aumentam drasticamente o risco de curtos-circuitos, incêndios em áreas comerciais e choques elétricos fatais, tanto para quem faz a ligação quanto para pedestres e moradores do entorno.
O responsável pelo estúdio de tatuagem responderá pelo crime de furto de energia, previsto no Código Penal Brasileiro, que pode resultar em pena de reclusão e multa. A concessionária informou que continuará atuando em parceria com as forças de segurança para identificar e punir os fraudadores, utilizando tecnologia de monitoramento de rede para localizar pontos onde o consumo cai bruscamente sem explicação lógica.
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