Há mais de 2 meses, a Shein alertou não ter envolvimento com esse tipo de ação

Karina Faleiros Publicado em 03/07/2023, às 08h36
Há dois meses, golpistas começaram a usar o nome da Shein para prometer dinheiro fácil em troca da avaliação de roupas. Com a ajuda de vídeos produzidos no YouTube, seguem fazendo vítimas.
Após alguns influenciadores promoverem este tipo de golpe também no Instagram, a Shein alertou que não possui envolvimento com nenhum tipo de ação e que as promoções da loja chinesa seriam sempre divulgadas pela própria loja.
O golpe é feito através de vídeos no YouTube, usando o nome da Shein para prometer dinheiro fácil em troca da avaliação de roupas. Supostos avaliadores fazem resenhas positivas de sites que promovem esse falso serviço, e os canais que esses conteúdos são postados também pagam anúncios para estarem no topo dos resultados de pesquisa do Google, passando uma falsa credibilidade ao internauta, fazendo-o clicar em links que levam para esses sites e vídeos, segundo informações do G1.
Após derrubar apps, Google manteve os vídeos do YouTube
O Google recebeu exemplos de três aplicativos que promoviam o suposto serviço de avaliação e que podiam ser baixados no Google Play Store, sendo que dois deles tinham o selo de segurança.
No dia seguinte, a plataforma derrubou os três apps, constatando que eles violavam as regras da loja de aplicativos. Em nota, a empresa declara que “o Google Play tem um conjunto robusto de políticas que visam manter os usuários seguros e que devem ser seguidas por todos os desenvolvedores". "Não permitimos, por exemplo, apps que expõem usuários a produtos financeiros enganosos e prejudiciais”, dizia a nota.
Já o YouTube, em resposta a dois vídeos que divulgavam a promessa de dinheiro fácil usando o nome da loja chinesa, respondeu que não viu desrespeito às regras nas publicações. Porém, a própria plataforma divulga entre as diretrizes do Youtube que não devem ser postados vídeos com “Golpes: conteúdo que oferece brindes em dinheiro, esquemas de enriquecimento rápido ou de pirâmide (envio de dinheiro sem um produto tangível em uma estrutura de pirâmide)”.
Dentre os conteúdos “que não são permitidos no Youtube”, a página dá como exemplo “fazer promessas exageradas", como afirmar que os espectadores podem enriquecer rapidamente ou em que um “tratamento milagroso pode curar doenças crônicas como o câncer” e “vídeos com promessas como ‘Você vai ganhar R$ 50 mil amanhã se fizer isso!”, entre outros casos.
A marca “Money Looks” direcionava aos vídeos no YouTube
No topo dos resultados, através dos anúncios pagos, aparece o link de um vídeo que tenta convencer a audiência a baixar o aplicativo.
“Realmente funciona. Em questão de um mês, em alguns dias, eu consegui fazer um valor por volta de R$ 1.300”, relatou a mulher que grava no vídeo, logo no primeiro minuto de fala.
O mesmo ocorreu no buscador do Google, na pesquisa por “Avaliador de Marcas”, outro nome que os aplicativos e sites relacionados ao golpes podem assumir. A maioria dos vídeos no Youtube foi encontrada com esse termo de pesquisa.
As consultas foram realizadas no dia 21 de junho.
Como são os vídeos?
Segundo o g1, não foi possível identificar as pessoas que gravam os vídeos para questionar por que promovem sites e aplicativos associados ao golpe, por isso os rostos foram borrados.
Leia também

Investigação avança após contestação de denúncias contra organização social de saúde

Lula ignorado no G7: ironias e desdém dos líderes

Alerta de tempestades e ventos fortes no litoral paulista é emitido por Inmet e Defesa Civil

Marinheiro filipino morre após suposta briga dentro de navio no Porto de Santos

Perseguição após denúncia de sequestro termina com achado de R$ 500 mil em São Vicente

Corpo de homem desaparecido há quase uma semana é localizado em rio de Itanhaém

Moradores de São Vicente transformam rua em cenário da Copa com mobilização liderada por barbeiro de atletas da Seleção

Guarujá inicia levantamento nas escolas para identificar riscos relacionados ao trabalho infantil

Ministério Público acusa vereador de São Vicente de participação em suposto esquema de repasse de salários de assessores

Empresa de atendimento domiciliar é condenada por falhas assistenciais após morte de criança em Santos