Justiça

Homem é condenado a mais de 26 anos por abuso sexual de criança

Crimes ocorreram ao longo de cinco anos e foram descobertos após suspeita da família; sentença inclui indenização por danos morais

Caso de abuso sexual infantil julgado em Apiaí resultou em condenação superior a 26 anos de prisão - Imagem: Arquivo Pessoal
Caso de abuso sexual infantil julgado em Apiaí resultou em condenação superior a 26 anos de prisão - Imagem: Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 01/04/2026, às 16h28


Um homem foi condenado a mais de 26 anos de prisão por estuprar seu sobrinho-neto em Apiaí, São Paulo, com os abusos ocorrendo continuamente por cerca de cinco anos, desde 2018 até 2023.

Os crimes foram facilitados pela relação familiar e pela confiança dos responsáveis, com o condenado utilizando seu trabalho como pedreiro para levar a criança a locais onde os abusos aconteciam.

Além da pena de reclusão, a Justiça determinou uma indenização de R$ 10 mil por danos morais à vítima, enquanto o processo segue em segredo de Justiça e a defesa do condenado não foi localizada.

A Justiça condenou um homem a mais de 26 anos de prisão por estupro de vulnerável praticado contra o próprio sobrinho-neto, em Apiaí, no interior de São Paulo. A decisão foi proferida no fim de março e reconhece que os abusos ocorreram de forma contínua ao longo de aproximadamente cinco anos.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, os crimes tiveram início em 2018, quando a vítima tinha apenas nove anos, e se estenderam até 2023. Durante esse período, o condenado teria se aproveitado da proximidade familiar e da confiança dos responsáveis para manter o contato frequente com a criança.

Segundo as investigações, o homem utilizava o trabalho como pedreiro como justificativa para levar o menino a locais de obra, onde ocorriam os abusos. A prática recorrente, conforme apontado no processo, caracterizou a continuidade delitiva considerada na fixação da pena.

O caso veio à tona em agosto de 2024, quando o pai da vítima identificou uma situação suspeita e acionou as autoridades. A partir disso, teve início a apuração que resultou na denúncia formal e, posteriormente, na condenação.

Além da pena de reclusão, a Justiça determinou o pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima. O processo tramita sob segredo de Justiça para preservar a identidade da criança e de seus familiares.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o início do cumprimento da pena, e a defesa do condenado não foi localizada.

Especialistas reforçam que casos de violência sexual contra crianças muitas vezes ocorrem em ambientes de confiança, o que dificulta a identificação precoce. A denúncia e a atenção a sinais de comportamento são fundamentais para interromper situações de abuso.