Delegacia de Defesa da Mulher cumpre prisão preventiva após investigação sobre abuso de criança de 4 anos

Redação Publicado em 17/03/2026, às 10h06
Um caso chocante de violência familiar resultou na prisão de um médico de 76 anos, acusado de estupro de vulnerável contra a própria neta, uma criança de apenas quatro anos. A prisão preventiva foi cumprida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente na última sexta-feira (13), após uma investigação minuciosa confirmar indícios de autoria e materialidade do crime. Por questões legais e para preservar a identidade da vítima, o nome do acusado não foi divulgado pelas autoridades.
O crime veio à tona no final de fevereiro, quando a menina retornou de um fim de semana na casa do pai, em São Paulo. Os pais da criança são separados e dividem a guarda, de modo que a cada 15 dias ela viaja de São Vicente para a capital.
De acordo com o relato da mãe, a filha voltou para casa apresentando um comportamento atípico, mostrando-se triste, retraída e visivelmente abalada. Ao ser questionada sobre o que teria ocorrido durante o passeio, a menina revelou detalhes dos abusos cometidos pelo avô paterno e confessou que sentia medo de que ele "pudesse voltar a lhe fazer mal".
Prisão preventiva e procedimentos legais
Diante da gravidade da denúncia, a Polícia Civil instaurou um inquérito e as provas apresentadas foram consideradas suficientes pelo juiz Frederico dos Santos Messias para a decretação da prisão. O magistrado destacou a necessidade da medida para garantir a ordem pública e a proteção da vítima. O médico foi localizado em seu apartamento no bairro Jardim Paulista, uma área nobre de São Paulo, e não ofereceu resistência no momento em que os agentes da DDM de São Vicente bateram à sua porta.
Após a detenção, o idoso foi conduzido ao 78º Distrito Policial da capital para os trâmites iniciais e, posteriormente, transferido para o sistema prisional. Segundo informações da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o médico encontra-se atualmente custodiado no Centro de Detenção Provisória (CDP) Pinheiros 1, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob sigilo judicial para garantir a integridade da criança, que deve receber acompanhamento psicológico especializado após o trauma sofrido.
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