Operação da Polícia Ambiental flagra bichos feridos e expostos ao sol; entre as espécies apreendidas, 43 correm risco de extinção

Redação Publicado em 17/03/2026, às 09h48
A manhã deste domingo (15) foi marcada por uma grande mobilização policial na tradicional "Feira do Rolo", em São Vicente. Agentes do 3º Batalhão de Polícia Militar Ambiental realizaram uma fiscalização surpresa visando combater o tráfico de animais silvestres, uma prática que ainda insiste em ocorrer em pontos de comércio popular da Baixada Santista. O cenário encontrado pelos policiais foi desolador: ao todo, 116 animais foram resgatados de condições extremas de maus-tratos, sendo que 43 deles pertencem a espécies que já estão na lista de ameaçadas de extinção.
A operação, batizada com o nome da própria feira, focou em identificar vendedores que oferecem aves e outros bichos sem qualquer autorização dos órgãos ambientais. Durante a ação, quatro homens foram presos em flagrante enquanto tentavam comercializar os animais. Os bichos estavam amontoados em gaiolas minúsculas e recintos totalmente insalubres, expostos ao sol forte e sem acesso à água ou comida. Muitos apresentavam ferimentos visíveis e sinais de estresse profundo, o que revoltou as equipes que faziam o resgate.
Multas e apreensão
Para os criminosos, o prejuízo foi além da perda da "mercadoria". A Polícia Ambiental aplicou multas que somam o valor impressionante de R$ 702 mil, uma tentativa de coibir financeiramente essa prática ilegal. Além disso, dois veículos que eram utilizados para o transporte clandestino das espécies foram apreendidos. Dentro dos carros, os policiais encontraram mais animais escondidos em compartimentos abafados, reforçando a crueldade do esquema de tráfico na região.
Os quatro detidos foram encaminhados ao Distrito Policial de São Vicente, onde permaneceram à disposição da Justiça e devem responder por crimes ambientais e maus-tratos. Já os animais resgatados passaram por uma triagem inicial e serão encaminhados a centros de reabilitação. O objetivo é que, após receberem cuidados veterinários e passarem por um período de quarentena, as espécies que ainda possuem comportamento selvagem possam ser devolvidas à natureza. A Polícia Militar Ambiental reforça que a colaboração da população é fundamental e orienta que ninguém compre animais em feiras livres, pois essa atitude alimenta uma rede criminosa que destrói a fauna brasileira.
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