Cristiano Alves da Silva foi preso na Zona Sul de São Paulo; investigações confirmam participação do PCC no assassinato

Lívia Gennari Publicado em 18/10/2025, às 15h53
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na última sexta-feira (17), Cristiano Alves da Silva, de 36 anos, conhecido como Cris Brown, sétimo suspeito de participação na execução do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, assassinado há um mês em Praia Grande.
Segundo as investigações, Cris Brown era dono da casa usada pela quadrilha em Mongaguá. Ele teria visitado o imóvel no dia seguinte ao assassinato, permanecido por cerca de uma hora e retornado para sua adega na Zona Sul de São Paulo.
Na última quarta-feira (15), Danilo Pereira Pena, de 36 anos, conhecido como Matemático, também foi preso. De acordo com as investigações, ele teria ordenado que Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, levasse Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, de São Vicente para São Paulo. Ambos permanecem presos temporariamente.
Com a prisão, o total de suspeitos detidos chega a sete. Outras duas pessoas seguem foragidas, enquanto uma terceira morreu em confronto com a polícia.
Ligação com o PCC
As autoridades confirmaram que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teve participação no crime. Durante mais de 40 anos na Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes foi pioneiro no combate ao crime organizado, liderando investigações sobre a facção paulista.
Ruy foi morto em 15 de setembro, após deixar o expediente como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, cargo que ocupava desde a aposentadoria da polícia, em 2023. A investigação aponta duas possíveis motivações: vingança do crime organizado ou atos relacionados ao cargo que ocupava na prefeitura.
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