Órgão de defesa do consumidor esclarece que influenciadores não são investigados; foco está nas cláusulas de divulgação da marca

Redação Publicado em 24/06/2026, às 13h39
As estratégias de marketing adotadas pelas grandes plataformas de apostas online entraram no radar das autoridades. A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) solicitou o envio de cópias dos contratos de publicidade que o jogador Neymar Jr. e a influenciadora Virginia Fonseca assinaram com a empresa Blaze. O foco principal da apuração é entender como funcionam as diretrizes de divulgação da marca, especialmente o uso do termo "renda extra" em publicações na internet.
As autoridades reforçam que Neymar Jr. e Virginia Fonseca não estão sendo investigados pelas condutas da plataforma. O pedido dos documentos faz parte de um inquérito civil público aberto para analisar se a casa de apostas e cassino online cumpre as regras do setor ou se comete práticas abusivas contra os usuários. A determinação do órgão atinge ainda os influenciadores Lucas Lira e Bruna Sunaika, que também devem ter seus termos contratuais de divulgação revisados.
A Blaze é administrada por uma companhia sediada em Curaçao e ganhou espaço no mercado brasileiro através de campanhas massivas com personalidades da internet. O procedimento investigativo foi iniciado após uma série de denúncias apontando que a plataforma costuma reter o dinheiro dos clientes usando justificativas muito vagas. Relatórios técnicos indicam que a marca acumula mais de 42 mil reclamações formais na internet, o que pode gerar uma punição por danos morais coletivos calculada em R$ 120 milhões.
Documentos exigidos e fiscalização do vício em jogos
Com a abertura do inquérito, a promotoria quer esclarecer pontos cruciais do funcionamento da empresa no país. A lista de exigências envolve detalhes sobre as políticas de bônus exigidas para saques e relatórios sobre o tratamento de dados pessoais dos clientes.
Para encorpar a investigação, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) foi acionada para fornecer notas técnicas e processos administrativos abertos no Brasil contra a plataforma. Os responsáveis pela defesa do consumidor analisam se o formato de captação de clientes se enquadra como publicidade enganosa perante a legislação de defesa do consumidor.
Leia também

Câmeras registram furto de peças de portão durante a madrugada em Praia Grande

Morre aos 90 anos Clermont Castor, ex-prefeito de Cubatão

Após nove meses internado, bebê deixa UTI em Santos e inicia cuidados em casa

Cinco meses após afundar, navio histórico segue à espera de autorização para deixar o cais do Valongo

Motorista sem CNH invade calçada de lanchonete, atropela quatro clientes e é preso em Mongaguá