Durante seis dias, 29 abordagens foram realizadas, resultando em 14 notificações por descumprimento das normas de segurança

Redação Publicado em 23/02/2026, às 08h29
O feriado de Carnaval contou com um esquema especial de segurança nas águas de Guarujá. Entre os dias 13 e 18 de fevereiro, a Marinha do Brasil (MB), por meio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), uniu forças com o Exército Brasileiro (EB) para uma operação de fiscalização rigorosa nas imediações da Praia do Moisés.
A ação teve como foco principal impedir o acesso de civis e turistas a uma área que pertence à União e está sob administração direta das forças armadas, sendo estritamente vedada a pessoas não autorizadas.
A Praia do Moisés não é um local de uso público comum; ela faz parte do Quartel-General do Comando de Defesa Antiaérea do Exército. Por se tratar de uma zona militar estratégica, qualquer tentativa de desembarque, tráfego ou fundeio (ancoragem) é considerada uma infração. Durante os seis dias de operação, as equipes monitoraram não apenas barcos a motor, mas também canoas, caiaques e pranchas, garantindo que o perímetro de segurança fosse respeitado integralmente.
Resultados e notificações da operação
Ao todo, as autoridades realizaram 18 horas de patrulhamento ativo na água, o que resultou em 29 abordagens diretas. Desse total, 14 embarcações foram notificadas por descumprimento das normas vigentes. O principal motivo das autuações foi a navegação a uma distância inferior a 200 metros das instalações militares, limite mínimo estabelecido para garantir a segurança das estruturas de defesa e a ordem pública no setor.
Além de fazer valer a proibição de acesso à praia, a Marinha aproveitou o grande fluxo de embarcações no canal entre Santos e Guarujá para reforçar outros pilares da autoridade marítima. Os condutores foram orientados sobre a salvaguarda da vida humana no mar e a importância da prevenção da poluição hídrica. A fiscalização buscou garantir que o lazer dos navegantes durante o Carnaval não comprometesse a segurança da navegação nem a integridade ambiental da região.
Entendendo a restrição militar
A Praia do Moisés é cedida ao Exército Brasileiro justamente pela sua localização privilegiada para o sistema de defesa antiaérea do país. A presença de civis nessas áreas pode representar riscos tanto para a segurança das operações militares quanto para os próprios cidadãos, que desconhecem os protocolos de uma zona de comando. Por isso, a Capitania dos Portos reforça que a vigilância é permanente e que as multas e notificações visam desencorajar a cultura de invasão a esses redutos federais.
O balanço da operação foi considerado positivo pelas forças envolvidas, uma vez que o número de abordagens educativas contribuiu para reduzir conflitos diretos em uma das épocas do ano com maior movimentação náutica no litoral paulista. A Marinha informou que manterá a vigilância sobre a Praia do Moisés e outras áreas de propriedade da União de forma intermitente após o período festivo.
Leia também

O som da chuva e dos trens me faz recordar e dormir

Vazamento em adutora da Sabesp no Saboó provoca bloqueio na Rua Pio XII e exige operação especial da CET

Ricardo Couto: nome forte para o STF?

Quase 2 mil toneladas de lixo e gordura são retiradas do sistema de esgoto da Baixada Santista no primeiro semestre

Polícia Civil apreende joias, relógios e materiais de pesagem em operação contra receptação em Guarujá

Rio Ribeira começa a baixar, mas cidades ainda têm alagamentos e moradores fora de casa

Confusão entre funcionários aciona o Samu e vira caso de polícia em Praia Grande

Influenciador organiza comboio de caminhonetes para levar doações a vítimas das enchentes no Vale do Ribeira

Justiça eleva para R$ 150 mil indenização a ex-aluna que sofreu queimaduras com ácido em escola de Praia Grande

Quatis são flagrados comendo alimentos deixados em sacola na Serra do Mar, em Cubatão