Além de drogas e dinheiro, policiais apreenderam cadernos de anotações do tráfico e celulares

Redação Publicado em 25/03/2026, às 09h53
Uma denúncia anônima resultou na desarticulação de um ponto de venda de drogas no bairro Guapiranga, em Itanhaém, nesta segunda-feira (23). Policiais Militares da 2ª Companhia do 29º Batalhão (BPM/I) prenderam um homem em flagrante em um apartamento, onde funcionava o comércio ilícito. A ação foi rápida e impediu que uma carga fracionada de entorpecentes chegasse às ruas do litoral.
A equipe realizava patrulhamento de rotina quando recebeu informações sobre a atividade criminosa em um condomínio da região. Ao chegarem ao local indicado, os policiais conseguiram visualizar o suspeito no momento exato em que ele manuseava as substâncias. Sem chances de fuga, o homem foi abordado e revistado pelas autoridades.
Confissão e apreensões
No interior do imóvel, a PM localizou uma variedade de porções de drogas já embaladas para a venda, além de uma quantia em dinheiro trocado, aparelhos celulares e cadernos com anotações detalhadas da contabilidade do tráfico. Pressionado, o indivíduo confessou que estava trabalhando na comercialização dos entorpecentes naquele ponto.
Uma mulher que também estava no apartamento no momento da abordagem se identificou como a proprietária do imóvel. Em seu depoimento aos policiais, ela afirmou que não participava da venda, mas admitiu ser usuária de drogas. A estrutura montada no local reforça a tese de que o apartamento servia como um entreposto estratégico para a distribuição no Guapiranga.
Encaminhamento à Justiça Os dois envolvidos foram conduzidos ao Distrito Policial de Itanhaém para o registro da ocorrência. Após a análise do delegado de plantão, o homem teve a prisão ratificada pelo crime de tráfico de drogas e permaneceu detido, à disposição da Justiça. Já a mulher foi ouvida como testemunha/usuária e liberada logo em seguida.
Todo o material apreendido, incluindo as drogas e os cadernos de anotações, passará por perícia técnica. A Polícia Civil agora deve utilizar os dados dos celulares e as informações das anotações para tentar identificar os fornecedores das substâncias e se o preso possui ligação com facções criminosas que atuam na Baixada Santista.
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