Ação ocorreu no domingo (28) durante a Operação Faro; roupas de segurança passarão por exames de perícia

Redação Publicado em 30/06/2026, às 09h55
Um endereço residencial que servia de depósito para o crime organizado foi desmantelado em uma ação policial na Baixada Santista. Uma denúncia anônima levou os policiais militares até uma "casa bomba", expressão usada no meio policial para locais que servem de esconderijo e refinaria de entorpecentes, na Rua Mecanizada, que fica no bairro Vila Margarida, em São Vicente. Dentro do imóvel, os agentes apreenderam um carregamento pesado com mais de 6 quilos de drogas e encontraram peças de vestuário que pertenciam à Guarda Civil Municipal de Santos.
A apreensão aconteceu na noite de domingo (28), enquanto as viaturas desenvolviam as atividades de campo da Operação Faro. Assim que receberam os relatórios da inteligência sobre a movimentação estranha na casa, os policiais entraram na residência e constataram que não morava ninguém ali: o espaço era usado puramente como almoxarifado do tráfico, com milhares de trouxinhas de drogas já embaladas de forma idêntica e prontas para a comercialização nas biqueiras.
O estoque do tráfico e o fardamento apreendido
Ao revistarem os cômodos da casa, os policiais recolheram uma variedade impressionante de substâncias ilícitas e aparelhos que ajudavam na logística dos criminosos:
O detalhe mais curioso que constava no fundo do imóvel foi a presença de uma calça e uma gandola, que é aquela jaqueta militar aberta na frente, com os símbolos da Guarda Civil Municipal de Santos. A Secretaria da Segurança Pública recolheu os itens imediatamente para tentar entender se os traficantes usavam as roupas para se disfarçar ou praticar roubos. Em nota, a Prefeitura de Santos se apressou em esclarecer que essas roupas são modelos antigos e que já foram substituídos há tempos na instituição, não fazendo mais parte do fardamento atual dos guardas.
Todo o material apreendido foi recolhido em sacos de evidência e levado para a Delegacia Sede de São Vicente, onde o caso foi registrado como tráfico de drogas. As fardas antigas passaram por perícia técnica para buscar fios de cabelo ou impressões digitais que ajudem na identificação dos suspeitos. Como a casa estava vazia na hora da chegada das viaturas, nenhum responsável foi detido em flagrante, mas os cadernos com nomes e os celulares apreendidos servirão de base para a Polícia Civil tentar descobrir quem comandava o depósito.
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