Mandados foram cumpridos na Câmara Municipal, no diretório partidário e na residência de Diego Gomes Vieira; defesa nega acusações e fala em “armação política”.

Redação Publicado em 20/02/2026, às 14h55
Uma operação da Polícia Civil em Praia Grande resultou na apreensão de equipamentos eletrônicos do vereador Diego Gomes Vieira, investigado por supostamente oferecer dinheiro e presentes a adolescentes em troca de favores sexuais.
A investigação começou após uma denúncia de assédio feita pela mãe de um adolescente de 16 anos, que relatou abordagens via redes sociais, além de outro caso envolvendo um jovem de 15 anos que teria recebido imagens íntimas do vereador.
O vereador nega as acusações e afirma ser alvo de uma armação política, enquanto a Câmara Municipal se compromete a colaborar com as autoridades, aguardando notificações oficiais e seguindo o Código de Ética e Decoro Parlamentar.
A Polícia Civil realizou, nesta sexta-feira (20), uma operação que resultou na apreensão de equipamentos eletrônicos ligados ao vereador Diego Gomes Vieira, investigado por suspeita de oferecer dinheiro e presentes a adolescentes em troca de favores sexuais em Praia Grande, no litoral paulista.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Câmara Municipal, no diretório do parlamentar no bairro Samambaia e na casa dele. Durante a ação, policiais recolheram dois computadores, um notebook e seis pen drives. O material será encaminhado para perícia técnica.
A investigação teve início após denúncia formalizada pela mãe de um adolescente de 16 anos à Central de Polícia Judiciária (CPJ). Segundo o relato, o jovem vinha sendo assediado há cerca de duas semanas por meio das redes sociais. Capturas de tela apresentadas à polícia indicariam oferta de dinheiro em troca de ato sexual.
Outro adolescente, de 15 anos, também teria relatado abordagem semelhante. De acordo com a advogada Mayra Solani, que representa as famílias, o vereador teria enviado imagem íntima ao menor e solicitado reciprocidade.
O parlamentar, de 31 anos, publicou vídeo nas redes sociais afirmando ser vítima de uma “armação política rasteira” e negou categoricamente as acusações. A defesa informou que adotará todas as medidas legais cabíveis e que aguarda acesso integral ao conteúdo da investigação.
A Câmara Municipal informou, em nota, que não foi oficialmente notificada, mas reafirmou compromisso com a transparência e colaboração com as autoridades. Eventuais medidas institucionais deverão seguir o Código de Ética e Decoro Parlamentar.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil e poderá envolver análise de conteúdo digital apreendido nos equipamentos recolhidos.
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