Aumento histórico de tarifas de Trump sobre produtos chineses chega a 145%; resposta à guerra comercial e retaliações da China

Sabrina Oliveira Publicado em 11/04/2025, às 06h13
Na quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um aumento significativo nas tarifas aplicadas aos produtos importados da China. Este movimento ocorre em decorrência das retaliações impostas por Pequim e eleva a alíquota total para impressionantes 145%.
A Casa Branca confirmou, na quinta-feira (10), que a nova taxa sobre as importações da China soma-se ao aumento anterior de 125%, efetivado imediatamente após a retaliação chinesa. Essa mudança representa um acréscimo à tarifa já existente de 20% relacionada ao fentanil, elevando o total.
Para entender a trajetória até esse novo patamar de 145%, é necessário analisar os eventos recentes: em fevereiro, os EUA haviam aplicado uma taxa adicional de 10% sobre as importações chinesas, resultando em uma alíquota total de 20%. Em abril, Trump introduziu um plano de “**tarifas recíprocas**”, acrescentando mais 34%, fazendo com que a tarifa atingisse 54%. Em resposta às tarifas chinesas sobre produtos americanos, a Casa Branca decidiu adicionar mais 50%, resultando em uma tarifa total de 104%. Após o anúncio da China de elevar suas tarifas para 84%, Trump decidiu aplicar as novas taxas de 125%, levando o total a 145% quando somados os 20% anteriores.
Em um evento do Comitê Nacional Republicano para o Congresso, Trump justificou a escalada na taxação como uma resposta à falta de respeito demonstrada pela China em relação aos mercados globais. O presidente expressou sua expectativa de que Pequim reconheça que os dias de exploração não são mais toleráveis.
Adicionalmente, Trump anunciou uma redução temporária nas taxas para países que não retaliaram, fixando-as em 10% por um período de 90 dias. Ele caracterizou essa decisão como uma pausa no processo tarifário, que já havia intensificado a guerra comercial mundial.
Durante uma coletiva no Salão Oval da Casa Branca, Trump se referiu ao presidente chinês, Xi Jinping, como seu amigo e manifestou otimismo quanto a um possível acordo entre as duas nações. "Ele é inteligente e ama seu país", declarou Trump.
Até o fechamento desta edição, não havia relatos de retaliações imediatas por parte da China em resposta ao novo aumento tarifário. Contudo, o porta-voz do Ministério do Comércio chinês reafirmou que não haveria recuo nas negociações. O ministro Wang Wentao criticou o uso de tarifas como ferramenta de pressão e destacou que qualquer diálogo deve ocorrer com respeito mútuo e igualdade entre as partes envolvidas.
Wang enfatizou ainda que a China está disposta a dialogar, mas não cederá suas posições diante das ameaças ou chantagens dos EUA. "A luta continuará enquanto os interesses legítimos do povo chinês estiverem ameaçados", concluiu.
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