Cerimônia na Cidade do México resgata a mística dos maiores camisas 10 do futebol antes do pontapé inicial entre os donos da casa e a África do Sul

Redação Publicado em 11/06/2026, às 12h00
O Estádio Azteca, na Cidade do México, está prestes a consolidar uma marca inédita no futebol global. Ao receber o confronto entre México e África do Sul nesta quinta-feira (11), o templo do esporte se tornará o primeiro estádio do planeta a sediar partidas de três edições de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026). Mas, para os torcedores brasileiros, o retorno a esse gramado carrega uma carga sentimental ainda maior: esta será a primeira Copa realizada após o falecimento do Rei Pelé, em dezembro de 2022, e o palco inicial é justamente onde ele viveu seu ápice com a Amarelinha.
Para reverenciar esse legado, a Fifa preparou uma cerimônia de abertura carregada de nostalgia, transformando o gramado mexicano em um reencontro com a história viva do esporte arte.
O retorno do "Garoto do Parque" ao palco do Tri
O grande fio condutor da homenagem brasileira será Roberto Rivellino. Um dos protagonistas da mítica Seleção de 1970, o ídolo eterno do Corinthians e do Fluminense voltará a pisar no Azteca praticamente 56 anos após a histórica goleada por 4 a 1 sobre a Itália, que garantiu o tricampeonato definitivo ao Brasil.
Rivellino, que possui até hoje a chave simbólica da Cidade do México, honraria concedida pelo governo local aos campeões de 70, não escondeu a ansiedade pelo reencontro em entrevista à Fifa, classificando o momento como maravilhoso e inesquecível.
O tributo ganha um contorno ainda mais nobre com a presença de um antigo rival daquela decisão: o ex-meio-campista Gianni Rivera. Ídolo do Milan e um dos grandes nomes daquela seleção italiana vice-campeã, Rivera estará ao lado de Rivellino para honrar a memória de Pelé e dos companheiros que já partiram, como o goleiro Félix, o capitão Carlos Alberto Torres e o técnico Zagallo.
De Pelé a Maradona: o solo sagrado dos deuses do futebol
Além do esquadrão brasileiro de 1970, a abertura no México fará justiça a outro gênio que usou o Azteca como tela para suas maiores obras-primas. Diego Armando Maradona será amplamente homenageado pela organização. Foi naquele mesmo gramado, na Copa de 1986, que o camisa 10 argentino castigou a Inglaterra com o "Gol do Século" e a polêmica "Mão de Deus", liderando a Argentina ao bicampeonato mundial contra a Alemanha Ocidental.
Com a perda de Maradona em 2020 e de Pelé em 2022, a cerimônia funcionará como uma espécie de consagração espiritual dos dois maiores camisas 10 que o futebol já produziu, imortalizados no cenário onde ambos ergueram a taça mais cobiçada do mundo.
Shakira e Burna Boy comandam a festa pop
Após os momentos de protocolo e reverência histórica, o Azteca abrirá espaço para a modernidade e o ritmo da Copa de 2026. A cantora colombiana Shakira, veterana em trilhas sonoras de Mundiais, subirá ao palco ao lado do astro nigeriano Burna Boy. Juntos, os artistas farão a primeira performance ao vivo de "Dai Dai", escolhida como a música oficial do torneio deste ano.
A transmissão da cerimônia de abertura começa às 14h30 (horário de Brasília), com a bola rolando para México e África do Sul logo em seguida, às 16h.
Leia também

"I Play Rocky": obra que conta sobre Stallone ganha o primeiro trailer

Sumiço de tintas e pisos em prédio no Marapé revela esquema de furto liderado por funcionário

Sincronização dos semáforos de Santos está prestes a ser finalizada; entenda

Gabigol abre o jogo e justifica troca do Santos pelo Flamengo

Marinheiro filipino morre após suposta briga dentro de navio no Porto de Santos

"I Play Rocky": obra que conta sobre Stallone ganha o primeiro trailer

Confronto em São Vicente: PM prende traficante com 800 porções de drogas após tiroteio

Concursos da Prefeitura de Santos oferecem 226 vagas em 34 cargos

Jovem de 20 anos desaparece após deixar casa da namorada em Santos

São Vicente investe em comportas e macrodrenagem para conter enchentes causadas pelo El Niño