Thiago Parente, goleiro do Vasco, pede R$ 227 mil após dispensa abrupta do Santos, por alegar prejuízos financeiros e abalo moral

Gabriella Souza Publicado em 07/11/2025, às 13h41
O goleiro Thiago Parente, que atua no time sub-20 do Vasco, foi a principal vítima de uma contratação frustrada no Santos. O jovem atleta chegou a mudar sua rotina, se deslocando para Santos e até mesmo entrando no grupo de mensagens do elenco sub-20 do Peixe. Essa organização de vida, no entanto, foi cancelada de maneira abrupta. Por isso, Parente agora exige uma alta indenização na Justiça do Trabalho, pedindo o ressarcimento por prejuízos e compensação por abalo moral, conforme revelado nesta quarta-feira.
O nome do diretor Daniel Alves, aliás, não aparece apenas como o executivo que não assinou o documento final. Ele é citado nominalmente no processo como o principal responsável pela dispensa do goleiro, que teria sido realizada de forma arbitrária.
A atitude do diretor causou mais do que apenas a ação judicial. O caso aumentou a crise nos bastidores da Vila Belmiro, envolvendo a cúpula diretiva de Marcelo Teixeira. Alves foi alvo de uma denúncia de um grupo de conselheiros por ter mandado Parente embora sem justificativa clara. O episódio agora está sendo analisado pela Comissão de Inquérito e Sindicância interna do clube.
Pedido de indenização milionário
O valor total que o goleiro está buscando na Justiça é de R$ 227 mil. A maior fatia dessa quantia, R$ 127 mil, se refere aos prejuízos financeiros. Essa quantia foi calculada com base na diferença salarial entre o que ele recebia no Vasco, onde o contrato só dura até o fim de 2025, e o que ele ganharia no Alvinegro Praiano, onde o vínculo acertado valeria até janeiro de 2028.
Além disso, o jogador pede mais R$ 100 mil como compensação por abalo emocional, alegando que o modo como o clube gerenciou o cancelamento da contratação o prejudicou publicamente e o expôs.
A documentação do processo, a qual a equipe de Parente teve acesso, aponta uma falha interna na finalização do acordo. O contrato de Parente chegou a ser assinado por dois diretores do Santos: o Dr. Daniel Curi, Diretor Jurídico, e Rodrigo Alflen, que chefia a categoria de base. No entanto, o terceiro e último aval, que viria do diretor Daniel Pereira Alves, não foi finalizado por razões que o jogador não soube explicar.
Na ação, os advogados de Parente afirmam que o Santos quebrou um compromisso já estabelecido e pré-contratual, decepcionando a confiança do atleta que já tinha se transferido para Santos e reorganizado toda sua vida pessoal e profissional.
Questionado sobre essa ação na Justiça, o Santos informou que, por enquanto, não irá se manifestar. O clube argumentou que ainda não foi notificado oficialmente e, por isso, não teve acesso ao teor do processo.
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