Chefe do time, Toto Wolff ressalta importância de manter os pés no chão diante de maratona de sete GPs antes das férias de verão

Gabriella Souza Publicado em 20/05/2026, às 13h45
O Mundial de Fórmula 1 2026 se prepara para desembarcar em Montreal sob o signo da evolução técnica. Após mais uma semana de intervalo no calendário, a Mercedes chega ao Circuito Gilles Villeneuve ostentando uma invencibilidade implacável: quatro vitórias nas quatro corridas disputadas até aqui. No entanto, ciente de que a concorrência liderada por Ferrari, McLaren e Red Bull encostou no ritmo de corrida, a escuderia alemã decidiu antecipar seu cronograma e introduzirá no GP do Canadá o seu primeiro grande pacote de atualizações da temporada.
Postura de Toto Wolff
A liderança isolada nos campeonatos de construtores e de pilotos, com o triunfo de George Russell na Austrália e as três vitórias consecutivas de Andrea Kimi Antonelli na China, Japão e Miami, não camufla a necessidade de evolução. O cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita devido a conflitos no Oriente Médio deu às rivais quatro semanas extras para entender as novas regras de motores, e o reflexo disso foi visto na forte pressão sofrida pela Mercedes nos Estados Unidos.
O chefe da equipe, Toto Wolff, destacou a urgência em responder ao salto de performance dos adversários, mas manteve os pés no chão quanto ao impacto imediato das novas peças.
Wolff também minimizou o peso da etapa canadense nas contas do título, relembrando que o campeonato ainda está em estágio inicial.
McLaren mantém o pé no acelerador
Se a Mercedes busca se defender, a McLaren quer consolidar o papel de principal ameaça à hegemonia alemã. Atual terceira colocada entre os construtores, a equipe de Woking assombrou o paddock em Miami ao introduzir uma profunda reformulação no carro, alterando asas, assoalho e sidepods.
O resultado foi imediato: Lando Norris e Oscar Piastri ditaram o ritmo na corrida sprint, garantindo uma dobradinha histórica, e ambos voltaram a subir ao pódio na corrida principal, terminando logo atrás da Mercedes de Antonelli.
Para o desafio no Circuito Gilles Villeneuve, a escuderia inglesa não pretende dar trégua e anunciou uma nova rodada de atualizações em larga escala para o modelo MCL40. O carro receberá modificações estruturais no assoalho, no chassi, nas asas dianteira e traseira, além de novidades estéticas e aerodinâmicas na carroceria, no halo e no santantônio.
Calendário
O GP do Canadá encerra o ciclo de provas isoladas e serve como o último teste antes da densa perna europeia da Fórmula 1 2026. A partir de 7 de junho, com o GP de Mônaco, a categoria engatará uma sequência frenética por Barcelona, Áustria, Inglaterra, Bélgica e Hungria, definindo os rumos do campeonato antes da tradicional pausa de verão no hemisfério norte.
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