Ela alegou dificuldades financeiras, foi presa por abandono de incapaz após versões contraditórias sobre sua ausência

Gabriella Souza Publicado em 18/12/2025, às 08h38
O susto foi grande para os moradores de um condomínio no bairro Quietude, em Praia Grande, na última terça-feira (17). Um incêndio começou em um apartamento no terceiro andar de um prédio na Rua Santa Maria de Jesus, mobilizando vizinhos e equipes de socorro. O que parecia ser apenas um acidente doméstico, no entanto, revelou uma situação complicada: quatro crianças e adolescentes, com idades entre 7 e 15 anos, estavam sozinhos no imóvel no momento em que as chamas se espalharam.
O fogo começou concentrado em um sofá, mas a fumaça e o calor foram fortes o suficiente para atingir todos os cômodos da residência. As chamas também chegaram a danificar a parte de fora do apartamento e o corredor do prédio. Quando os bombeiros chegaram com quatro viaturas e 11 profissionais, o incêndio já tinha sido controlado pelos próprios moradores, que agiram rápido para evitar que algo pior acontecesse. Um policial militar que fazia patrulhamento na região também foi chamado e acompanhou de perto a situação destruidora dentro da casa.
Versões diferentes e falta de energia
A mãe das crianças, uma mulher de 36 anos, não estava no local quando o fogo começou, mas chegou cerca de cinco minutos depois de o socorro já estar por lá. Ao ser questionada pelas autoridades, ela apresentou mais de uma explicação para ter deixado os filhos sem a companhia de um adulto. Primeiro, ela afirmou que tinha saído por volta da meia-noite para trabalhar em uma tabacaria, alegando que a família passa por sérias dificuldades financeiras.
Ela explicou ainda que o apartamento está sem luz e, por esse motivo, eles estavam usando velas para iluminar o ambiente. A principal suspeita é que uma dessas velas tenha caído e iniciado o fogo no sofá. Pouco tempo depois, no entanto, a mulher mudou seu depoimento. Ela confessou que, na verdade, tinha saído para fazer um programa sexual. Segundo o relato, ela estava desesperada para conseguir dinheiro e pagar a conta de energia, na tentativa de religar a eletricidade do imóvel.
Decisão da Justiça
Devido ao ocorrido, a mulher foi levada para a delegacia e acabou presa por abandono de incapaz. O Conselho Tutelar foi chamado para cuidar e dar assistência às quatro crianças. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Praia Grande como incêndio e abandono.
Apesar da prisão inicial, a mulher passou por uma audiência com o juiz na quarta-feira (17) e recebeu o direito de responder ao processo em liberdade. Para continuar solta, ela precisará seguir algumas regras rígidas. Ela deve aparecer no fórum a cada dois meses para confirmar seu endereço e contar o que está fazendo da vida. Além disso, ela está proibida de sair da cidade por mais de oito dias sem avisar e não pode mudar de casa sem autorização. Outra regra importante é que ela precisa ficar em casa todas as noites e também nos seus dias de folga.
Leia também

Investigação avança após contestação de denúncias contra organização social de saúde

Lula ignorado no G7: ironias e desdém dos líderes

O “bateu, levou” de Lula contra Trump ajuda ou atrapalha o Brasil?

Investimento em saneamento triplica na Baixada Santista após desestatização da Sabesp

Guarda Ambiental resgata aves mantidos ilegalmente em casa de Praia Grande

Escolas fecham mais cedo e aulas da EJA são suspensas em dias de jogo da Seleção

O “bateu, levou” de Lula contra Trump ajuda ou atrapalha o Brasil?

Avenida Santos Dumont ganha novas faixas de pedestres em mutirão de sinalização em Guarujá

PM usa código de rastreio de celular para prender assaltante que usava facão em Peruíbe

São Vicente ganha mais de 250 câmeras inteligentes com reconhecimento facial contra o crime