Com passagem mantida em R$ 5,25 até o fim do mandato, Prefeitura estuda ampliar uso de recursos do IPVA para garantir equilíbrio do sistema.

Redação Publicado em 10/02/2026, às 15h05
O subsídio para o transporte público em Santos deve aumentar, podendo chegar a 36% do custo da tarifa, devido ao congelamento do valor em R$ 5,25, compromisso do prefeito Rogério Santos até o fim de seu mandato.
Atualmente, o município cobre cerca de 29% do custo da passagem, que, sem o subsídio, seria de R$ 7,43, com o usuário pagando R$ 5,25 e o município complementando R$ 2,18 por passagem.
Um projeto de lei em análise na Câmara Municipal visa aumentar o limite de destinação do IPVA para o transporte público de 25% para 50%, com o objetivo de garantir a estabilidade da tarifa até 2028.
A participação do subsídio no custeio do transporte público municipal em Santos deve aumentar e pode chegar a até 36% do valor da tarifa. A projeção é da Companhia de Engenharia de Tráfego, que analisa as planilhas de custos apresentadas pela empresa operadora do sistema.
A elevação do subsídio ocorre em razão do congelamento da tarifa em R$ 5,25, compromisso assumido em campanha pelo prefeito Rogério Santos e mantido até o fim do mandato. Atualmente, o Poder Público já arca com cerca de 29% do custo da passagem.
Segundo o presidente da CET, Antonio Carlos Gonçalves, conhecido como Fifi, a análise técnica considera despesas como combustível, manutenção da frota, pneus e folha de pagamento. A expectativa é que o percentual de subsídio fique entre 34% e 36%.
Sem o aporte financeiro do município, a tarifa técnica do transporte coletivo chegaria hoje a R$ 7,43, sem considerar reajustes futuros. Com o modelo atual, o usuário paga R$ 5,25 na catraca, enquanto o município complementa R$ 2,18 por passagem.
Os recursos utilizados para o subsídio vêm, principalmente, de parte da arrecadação do IPVA. Em Santos, cerca de 290 mil veículos estão cadastrados, e somente no ano passado o município arrecadou aproximadamente R$ 136,4 milhões com o imposto. Atualmente, a legislação permite que até 25% desse valor seja destinado ao transporte público.
Um novo projeto de lei, que deve ser analisado pela Câmara Municipal, prevê ampliar esse limite para até 50% do IPVA. Segundo a CET, a medida é considerada necessária para garantir a manutenção do subsídio e a estabilidade da tarifa até 2028.
Outros temas discutidos
Durante participação em programa jornalístico, o presidente da CET também comentou sobre a segunda fase do VLT em direção ao Centro de Santos. A previsão da Artesp é ampliar a circulação dos trens a partir de abril, com funcionamento das 6h às 23h. Estão em andamento substituições semafóricas em 65 cruzamentos do trajeto, sem custo para o município.
Outro ponto abordado foi o uso de veículos autopropelidos, como patinetes e similares, que têm invadido ciclovias e vias públicas. A CET informou que está realizando monitoramento em pontos da orla para, posteriormente, intensificar a fiscalização, respeitando os limites definidos pelo Contran.
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