Defesa do suspeito argumenta falta de provas e pede liberdade provisória, mas Ministério Público defende manutenção da prisão.

Otávio Alonso Publicado em 24/01/2026, às 20h42
Bruno do Santos Campos, acusado de matar a empresária Brenda Bulhões em frente ao seu salão de beleza, no bairro Paecará, em novembro de 2024, negou a autoria do crime durante audiência realizada nesta sexta-feira (23). A informação consta em decisão judicial que analisou o pedido da defesa após a prisão do suspeito.
Segundo o processo, o acusado, que foi preso em janeiro de 2025 ao ser encontrado na fronteira com o Paraguai, afirmou que não teve participação no homicídio e contestou as circunstâncias apresentadas pela investigação, afirmando não ser a pessoa que aparece na filmagem, desferindo seis tiros na vítima. A defesa alegou ausência de provas suficientes para mantê-lo preso e solicitou a concessão de liberdade provisória.
O Ministério Público, por sua vez, se manifestou pela manutenção da prisão preventiva, destacando a gravidade do crime e a necessidade de preservar a ordem pública e o andamento das investigações. A Justiça acolheu o parecer e decidiu manter o acusado detido, que já tinha fugido após o caso, alegando temer pela própria vida, ao ser acusado de ter assassinado a ex-companheira.
O caso segue sob apuração, com diligências em andamento para esclarecer a dinâmica do crime e reunir novos elementos probatórios. A Polícia Civil não divulgou detalhes adicionais para não comprometer as investigações.
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