Balanço da SSP aponta que 159 beneficiados foram flagrados em situação irregular entre os dias 17 e 23

Redação Publicado em 25/03/2026, às 08h39
A primeira saída temporária de 2026 terminou com um saldo expressivo de prisões na região de Santos. Segundo dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Baixada Santista e o Vale do Ribeira, áreas que compõem o Deinter-6, registraram 159 recapturas de detentos entre os dias 17 e 23 de março. O número coloca o litoral paulista como a segunda região com mais prisões desse tipo em todo o estado, perdendo apenas para Ribeirão Preto, que teve 166 casos.
O balanço mostra que a Polícia Militar foi rigorosa na fiscalização dos beneficiados pela "saidinha". Em todo o estado de São Paulo, 794 detentos foram mandados de volta para o sistema prisional. Desse total, a grande maioria (770 casos) ocorreu porque os presos descumpriram as regras impostas pela Justiça, como frequentar locais proibidos ou circular fora dos horários permitidos.
Crimes
Embora a maioria das recapturas tenha sido por quebra de protocolo, o relatório da SSP acende um alerta: 24 detentos foram presos em flagrante cometendo novos crimes enquanto deveriam estar aproveitando a liberdade temporária com a família. Entre os delitos registrados estão homicídios, roubos, tráfico de drogas e episódios de violência doméstica. Na região de Campinas, que ficou em terceiro lugar no ranking, foram 135 recapturas.
Os presos que tinham o benefício precisavam retornar às suas unidades prisionais até as 18h desta última segunda-feira (23). Quem não se apresentou no horário estipulado agora é oficialmente considerado foragido da Justiça, perdendo o direito ao regime semiaberto e podendo regredir para o regime fechado assim que for localizado pelas equipes de patrulhamento.
Tecnologia a favor da fiscalização Um dos fatores que explicam o alto número de recapturas na região de Santos é o uso de tecnologia pelas equipes de rua. Desde junho do ano passado, um acordo entre as secretarias de Segurança, Administração Penitenciária e o Tribunal de Justiça permite que os policiais consultem, pelo tablet ou celular da viatura, a situação exata de cada detento em tempo real.
Essa ferramenta agiliza as abordagens, pois o policial consegue saber na hora se aquele indivíduo abordado na praia ou em um bar, por exemplo, deveria estar em casa. Se a irregularidade for confirmada, o detento é levado ao IML para exames e reconduzido diretamente ao presídio, sem precisar passar por todo o trâmite burocrático de uma delegacia comum, o que otimiza o tempo das equipes de segurança no litoral.
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