Decisão judicial remarcou o julgamento inicialmente previsto para agosto; magistrado negou uso de mapas em tempo real e registros da acusada enquanto menor

Redação Publicado em 17/04/2026, às 08h14
O julgamento de um dos crimes que mais chocou a Baixada Santista nos últimos anos teve um novo desdobramento. A Justiça de São Paulo adiou o júri popular de Marcelly Peretto, acusada de envolvimento na morte do próprio irmão, o comerciante Igor Peretto. Inicialmente previsto para agosto, o julgamento foi remarcado para o dia 26 de novembro, às 9h, no Fórum de Praia Grande.
A decisão do magistrado não apenas definiu a nova data, mas também estabeleceu as diretrizes para o tribunal, filtrando quais provas e argumentos as defesas e a acusação poderão utilizar diante dos jurados.
Autorizado e negado para o júri
O juiz tomou decisões estratégicas sobre o uso de tecnologias e evidências no plenário. Ele autorizou a exibição da faca utilizada no crime, que possui 22 centímetros de lâmina, para que os jurados possam ver o instrumento pessoalmente. Por outro lado, o uso do Google Maps em tempo real foi proibido, pois o magistrado entendeu que a ferramenta poderia surpreender a defesa sem aviso prévio, ferindo o princípio do contraditório.
Além disso, registros de atos infracionais cometidos por Marcelly quando era menor de idade foram excluídos do processo, assim como o pedido de quebra de sigilo de dados telefônicos nesta fase, já que as informações necessárias de localização já constam nos autos.
Relembre o caso Igor Peretto
O crime ocorreu na madrugada de 31 de agosto de 2024, em um apartamento no Canto do Forte, em Praia Grande. Vizinhos relataram gritos e barulhos de briga vindo do imóvel e, quando a polícia conseguiu entrar com o auxílio de um chaveiro, encontrou o apartamento revirado, com manchas de sangue por diversos cômodos e o corpo de Igor caído em um dos quartos.
Os três nomes centrais da investigação são Mário Vitorino, cunhado de Igor e acusado de desferir os golpes, que foi localizado semanas depois em Torrinha (SP); Marcelly Peretto, irmã da vítima, que responderá por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa; e Rafaela Costa, viúva de Igor, que chegou a ser presa preventivamente, mas foi solta em outubro do ano passado. Enquanto Marcelly aguarda a nova data de novembro, o destino de Mário Vitorino no júri popular ainda não tem data definida.
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