Cadela ferida recebeu atendimento veterinário e passará por cirurgia após ser atingida por um tiro de um GCM

Redação Publicado em 10/02/2026, às 11h15
Um episódio de violência registrado no último sábado (7), gerou polêmica e revolta em Cubatão. Uma cadela da raça American Bully foi baleada por um Guarda Civil Municipal (GCM) que estava de folga, durante uma confusão próximo de uma padaria da cidade. O caso, que terminou com o animal ferido e o agente na delegacia, agora é alvo de investigação devido às versões completamente diferentes apresentadas pelas partes envolvidas.
Segundo a nota oficial da Prefeitura de Cubatão, o guarda agiu em legítima defesa de terceiros e própria. A administração relatou que o agente estava dentro do estabelecimento comercial quando percebeu uma situação de risco na rua: um idoso estaria tentando se defender do ataque da cadela usando apenas um guarda-chuva. Ao sair para intervir e ajudar a suposta vítima, o GCM afirmou que o animal se voltou contra ele, tentando atacá-lo também. Foi nesse momento, alegando necessidade de parar a agressão, que ele sacou a arma e efetuou o disparo.
Versões conflitantes
No entanto, a história ganha contornos diferentes no relato da proprietária do animal. Em entrevista à imprensa local, a tutora da American Bully contestou veementemente a versão oficial. Ela afirmou que não houve qualquer interação agressiva entre a cadela e o guarda, e negou que o animal estivesse atacando alguém naquele momento, classificando a reação do agente como desproporcional e injustificada.
Atingida pelo tiro, a cadela foi socorrida às pressas. Ela recebeu atendimento veterinário de emergência, foi estabilizada e, segundo as últimas informações, deverá passar por uma cirurgia para a retirada do projétil e tratamento dos ferimentos.
O que diz a lei
A Prefeitura aproveitou o episódio para reforçar as regras de circulação de animais na cidade. Em nota, a Secretaria de Segurança lembrou que a legislação municipal obriga que cães de grande porte sejam conduzidos em vias públicas utilizando não apenas a guia curta e enforcador, mas também a focinheira, justamente para evitar incidentes desse tipo e garantir a segurança da população.
O caso foi parar na polícia. O GCM foi encaminhado à Delegacia Sede de Cubatão, onde um boletim de ocorrência foi registrado. Além da esfera criminal, o agente enfrentará um processo administrativo: a Corregedoria da Guarda Civil Municipal já foi acionada e abriu um procedimento interno para apurar se a conduta do servidor seguiu os protocolos da corporação ou se houve excesso no uso da força letal.
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