Um homem foi preso em Itanhaém após tentar subornar policiais durante abordagem por tráfico de drogas

Redação Publicado em 10/02/2026, às 09h11
A tentativa frustrada de um criminoso de subornar agentes do Estado transformou uma ocorrência de tráfico de drogas em um caso ainda mais grave neste domingo (8), na cidade de Itanhaém. Um homem foi preso em flagrante no bairro Nossa Senhora do Sion, acusado de gerenciar a venda de entorpecentes na região e, num ato de desespero, tentar comprar sua liberdade com dinheiro vivo. A ação foi executada com precisão por uma equipe da Rádio Patrulhamento com Motocicletas (RPM) da 2ª Companhia do 29º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I).
Tudo começou durante um patrulhamento tático de rotina. As equipes de ROCAM (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) e RPM são conhecidas pela agilidade e capacidade de acessar locais onde viaturas maiores têm dificuldade, o que muitas vezes permite surpreender quem está na prática ilícita. Foi exatamente essa vantagem estratégica que permitiu aos policiais flagrarem o suspeito em uma atitude comprometedora: ele estava mexendo em um monte de escombros e entulhos, tentando ocultar uma sacola plástica de forma apressada ao notar a aproximação das motos.
Tática do "mocó"
O uso de escombros, terrenos baldios ou buracos em muros é uma tática comum no tráfico de rua, conhecida como "mocó". O objetivo é não ficar com toda a droga no bolso para, em caso de abordagem, alegar ser apenas usuário ou não ter vínculo com o material. No entanto, a estratégia falhou.
Na revista pessoal inicial, os agentes encontraram apenas algumas porções de drogas fracionadas e dinheiro trocado, típico da venda no varejo. Mas o "pulo do gato" foi a vistoria no local onde ele mexia: ao revirarem os escombros, os policiais localizaram a sacola cheia, contendo uma quantidade muito maior de entorpecentes, todos já embalados e prontos para a comercialização imediata. Sem saída diante das provas, o homem confessou que estava ali para traficar.
Crime de corrupção e as penas
Ao receber a voz de prisão, a situação do detido piorou drasticamente. Ele tentou negociar com a guarnição, oferecendo a quantia de R$ 3.000,00 (três mil reais) para que fosse liberado ali mesmo. A proposta foi imediatamente recusada pelos policiais, que deram nova voz de prisão, desta vez somando o crime de corrupção ativa.
Agora, o homem enfrenta um cenário jurídico complicado. Ele responderá pelo tráfico de drogas (Artigo 33 da Lei 11.343/06), que prevê pena de 5 a 15 anos de reclusão, acumulado com o crime de corrupção ativa (Artigo 333 do Código Penal), cuja pena varia de 2 a 12 anos de prisão, além de multa.
O caso foi encaminhado ao plantão policial da cidade, onde a autoridade de plantão ratificou a prisão em flagrante por ambos os delitos. O homem permanece preso à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia que definirá seu destino no sistema penitenciário.
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