Juiz entendeu que a prisão preventiva não era mais necessária, considerando o tempo já cumprido e a proximidade do recesso judicial

Gabriella Souza Publicado em 17/12/2025, às 10h11
Depois de passar quase cinco meses atrás das grades, o motoboy Ígor Rodrigues da Silva, de 30 anos, finalmente voltou para casa. Ele havia sido detido em julho sob a acusação de tráfico de drogas, mas a Justiça de Praia Grande decidiu suspender sua prisão preventiva na última sexta-feira (12). O caso chamou atenção pelos detalhes da abordagem: Ígor foi levado pelos policiais militares no momento em que jantava um macarrão instantâneo dentro de seu carro.
O motivo da soltura
A decisão de colocar o rapaz em liberdade partiu do juiz Fernando Cesar do Nascimento, da 1ª Vara Criminal. O magistrado entendeu que o entregador já estava preso há tempo demais. Como a etapa de ouvir as testemunhas e o depoimento do acusado já terminou, não havia necessidade de mantê-lo na cadeia. Além disso, o juiz mencionou que o recesso do Judiciário está chegando e, como ainda falta um laudo técnico para fechar o processo, a sentença final poderia demorar muito se ele continuasse detido.
Agora, a única obrigação de Ígor é manter o seu endereço atualizado na Justiça para que possa ser encontrado sempre que necessário. Ao sair da prisão, ele desabafou sobre o período em que ficou longe de tudo. "Foi um tempo revoltante. Foram quatro meses e meio sem entender direito o que estava acontecendo. Ser abordado e algemado daquele jeito é muito difícil", contou o motoboy, que agora quer focar apenas em recuperar o tempo perdido com seus familiares.
Detalhes da abordagem e defesa
A confusão começou na noite de 30 de julho, no bairro Sítio do Campo. Naquela ocasião, a Polícia Militar recebeu um aviso de que dois homens estariam vendendo drogas na Rua Benedito Calixto. Ao chegarem lá, os agentes encontraram apenas Ígor. Durante a revista, acharam R$ 965,00 com ele, dinheiro que o motoboy explicou ser da venda de uma bicicleta. No carro, os policiais afirmam ter encontrado uma sacola com porções de maconha e cocaína, mas o jovem sempre negou que o material fosse dele.
O advogado de defesa, Renan Lourenço, reforçou que nunca existiram provas reais contra o cliente. Segundo ele, as gravações de vídeo apresentadas no processo mostram outras pessoas vendendo drogas na região, e não o entregador. A defesa afirma que recebeu a notícia da soltura com tranquilidade, acreditando que, no fim das contas, a inocência de Ígor será provada oficialmente.
Leia também

Perseguição após denúncia de sequestro termina com achado de R$ 500 mil em São Vicente

Alerta de tempestades e ventos fortes no litoral paulista é emitido por Inmet e Defesa Civil

Investigação avança após contestação de denúncias contra organização social de saúde

Lula ignorado no G7: ironias e desdém dos líderes

Santos oficializa venda do atacante Ângelo ao Chelsea

Corpo de homem desaparecido há quase uma semana é localizado em rio de Itanhaém

Moradores de São Vicente transformam rua em cenário da Copa com mobilização liderada por barbeiro de atletas da Seleção

Guarujá inicia levantamento nas escolas para identificar riscos relacionados ao trabalho infantil

Ministério Público acusa vereador de São Vicente de participação em suposto esquema de repasse de salários de assessores

Empresa de atendimento domiciliar é condenada por falhas assistenciais após morte de criança em Santos