Prefeitura cancela exames realizados por "médico" e convoca pessoas para refazer testes com profissionais capacitados

Redação Publicado em 09/01/2026, às 08h48
A confusão começou quando um paciente desconfiou do atendimento que recebeu e resolveu falar diretamente com o diretor de saúde de Cananéia. Por causa dessa denúncia, a polícia descobriu que um empresário de 28 anos, chamado Wellington Augusto Mazini Silva, estava se fingindo de médico para trabalhar na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro. O caso aconteceu na última quarta-feira (7) e terminou com o homem preso em flagrante.
Wellington estava usando os dados de um médico de verdade, que é sócio dele em uma clínica em São Paulo. Para deixar a cena mais convincente, ele levou os próprios aparelhos de ultrassom para fazer os exames nos pacientes. Quando os policiais chegaram, ele até tentou dizer que era formado na área, mas não apresentou nenhum documento que provasse a história
O que a polícia encontrou com o suspeito
Na mochila do empresário, os agentes acharam várias coisas que complicaram a situação: um carimbo com o nome de outro profissional, blocos de receitas de clínicas diferentes e até um registro falso do Conselho Regional de Medicina (Cremesp). Wellington contou aos policiais, de um jeito informal, que ganharia R$ 2 mil pelo dia de serviço. Agora, ele foi autuado por exercício ilegal da medicina, um crime que pode dar até dois anos de cadeia.
A prefeitura explicou que a situação foi uma surpresa desagradável. O município tinha contratado um médico de verdade através de uma empresa que gerencia a saúde local. Esse profissional entregou todos os papéis corretos, mas, na hora de trabalhar, quem apareceu no posto foi o empresário se passando por ele. Segundo a administração, o homem usou documentos falsos para enganar os funcionários e até as autoridades em um primeiro momento.
Reagendamento de exames e providências
Como o falso médico trabalhou apenas um dia na unidade, a prefeitura decidiu cancelar todos os exames que ele fez. Por sorte, a ultrassonografia é um procedimento simples e que não machuca, mas o risco de um resultado errado é muito sério. Por isso, todas as pessoas que foram atendidas por ele na terça-feira (6) estão sendo chamadas de volta para refazer os testes no dia 13 de janeiro, desta vez com um profissional capacitado.
A defesa de Wellington, feita pelo advogado Celino Barbosa de Souza Netto, disse que não concorda com a manutenção da prisão e que vai entrar com um recurso para tentar soltar o cliente. O advogado afirmou que vai provar a inocência do empresário durante o processo. Já o Cremesp informou que ainda não recebeu um aviso oficial sobre o caso, mas lembrou que qualquer pessoa pode fazer denúncias pelo site ou nas unidades do conselho.
Por fim, a prefeitura pediu desculpas aos moradores e abriu uma investigação interna para entender como a falha aconteceu e melhorar a segurança nos postos de saúde, evitando que algo assim se repita.
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