Após a denúncia, médico é preso em flagrante, mas recebe liberdade provisória; investigação interna é aberta pela Secretaria de Saúde

Redação Publicado em 05/02/2026, às 09h08
Uma paciente de 66 anos chamou a polícia após ouvir comentários ofensivos assim que entrou no consultório médico, na última terça-feira (4). A situação aconteceu dentro do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), localizado no bairro Mirim, em Praia Grande. A denúncia grave de preconceito envolveu falas sobre a cor da pele da idosa e até gestos que imitavam animais.
A Polícia Militar foi acionada para controlar os ânimos na unidade de saúde e, ao chegar lá, encontrou a vítima acompanhada de uma amiga, que serviu como testemunha, e o médico acusado, Hermano José da Silva, de 62 anos. Segundo o relato da mulher aos agentes, o constrangimento começou logo no início da consulta. Ela afirmou que, ao passar pela porta, o profissional soltou a frase: "a sala escureceu".
Gestos e sons ofensivos
O desrespeito, conforme a vítima, não parou no comentário infeliz. Ela contou que, enquanto o médico media sua pressão arterial, ele teria começado a fazer ruídos estranhos e gestos que ela entendeu claramente como uma imitação de macaco. Sentindo-se humilhada e discriminada, ela decidiu não deixar a situação passar impune e exigiu a presença das autoridades.
Diante da acusação, o médico apresentou uma versão completamente diferente para tentar se justificar. Em sua defesa para os policiais, ele alegou que, naquele momento, estava conversando com um amigo pelo telefone celular. Segundo ele, a frase "escureceu" não era sobre a paciente, mas sim um comentário sobre o clima, referindo-se a uma suposta mudança no tempo ou nuvens de chuva. Sobre os gestos e sons de macaco citados pela idosa, ele negou tudo categoricamente.
Afastamento e decisão da Justiça
A explicação do médico não convenceu as autoridades no primeiro momento. Todos foram levados para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade. Lá, o delegado de plantão analisou os fatos e decidiu prender o profissional em flagrante pelos crimes resultantes de preconceito de raça ou cor. No entanto, a prisão foi breve. Já nesta quarta-feira (4), a Justiça concedeu a liberdade provisória ao médico, que poderá responder ao processo fora das grades.
Apesar de estar livre da prisão, a situação profissional dele se complicou. A Secretaria de Saúde do Estado (SES) agiu rápido diante da gravidade do caso. Em nota oficial, a pasta informou que a fundação que administra o AME já determinou o afastamento imediato do médico de suas funções.
Uma sindicância, que é uma investigação interna, foi aberta para apurar todos os detalhes do ocorrido. O governo estadual reforçou que hospitais devem ser lugares de acolhimento e respeito, e que não tolera qualquer tipo de discriminação dentro de suas unidades. Agora, o caso segue em duas frentes: a investigação policial e a apuração administrativa do hospital.

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